CRÍTICAS ESTREIAS

Primavera em Casablanca: Liberdade restrita

Representante do Marrocos no Oscar 2018, Primavera em Casablanca é um filme mosaico fragmentado no tempo e no espaço, mas cujo conjunto é uma peça única sobre o afeto em situações de liberdade restrita.

Começa em 1982, em um vilarejo do Marrocos, onde um professor é obrigado a abandonar o dialeto local e ensinar na língua oficial, que os pequenos habitantes desconhecem. Essa condição mina seu prazer em dar aulas e a partida dali significa também dar adeus ao amor, uma moça viúva e mãe de um dos alunos.

Na Casablanca de 2015 outra sorte de personagens se apresenta, com destaque para uma morena voluptuosa que levanta olhares avessos ao usar cabelos soltos e roupas justas. É uma modernidade que se insinua, mas ainda abafada pela opressão. Repare também na adolescente da elite, que se automutila atrás de algum sentimento genuíno em um universo de relações virtuais.

Embalado por uma revolta juvenil que toma as ruas, o cineasta Nabil Ayouch promove um cruzamento climático entre os personagens.

 

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