CRÍTICAS ESTREIAS

Robin Hood – A Origem é uma festa de referências

É sempre divertido ver uma tentativa de contar uma história antiga de um jeito moderno. Brian Helgeland fez isso muito bem em Coração de Cavaleiro, uma brincadeira romântica com trilha sonora do Queen e correção histórica jogada pela janela. Otto Bathurst (Black Mirror) tenta fazer o mesmo com a lenda de Robin Hood, mas o resultado é bem outro.

O enredo segue o básico. Robin de Loxley  (Taron Egerton, Kingsman: Serviço Secreto) é um nobre britânico que luta nas Cruzadas. Na volta para a Inglaterra, encontra seu lar destruído e passa a roubar dos ricos para dar aos pobres.  Mas, ao invés de fugir para a floresta de Sherwood, Robin antes posa de nobre que concorda com o governo que explora o povo para obter informações.

O estratagema lembra o Zorro de Antonio Banderas, e essa não é a única referência do filme. Reprisando Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões, Robin tem também um guia muçulmano, com Jamie Foxx como o futuro Little John, já que estamos contando a história de como Loxley se tornou Hood.

Assassin´s Creed, Batman, Ben Hur, uma festa que não estaria fora de lugar na capital de Jogos Vorazes, cortesia de figurino e maquiagem modernos demais, Ben Mendelsohn canalizando o vilão de Rogue One: Uma História Star Wars, e até um treinamento onde a cada instante parece que vai entrar a trilha de Rocky: Um Lutador, o longa é uma verdadeira festa de imagens saídas de outro lugar.

No meio disso tudo, é difícil imaginar o povo seguindo Robin, já que tudo é ideia de John e o nobre inglês só queria mesmo era recuperar a namorada Marian (Eve Hewson, The Knick). O resultado seria melhor se a ambição não fosse se tornar franquia no cinema, mas sim piloto de uma série.

 

 

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