CRÍTICAS ESTREIAS

Romances para rir, se enamorar e se emocionar

DOENTES DE AMOR

Essa comédia romântica virou um fenômeno indie. Lançado nos Estados Unidos com apenas 18 cópias, fez US$37 milhões de bilheteria em apenas oito semanas. O universo do stand-up serve de pano de fundo para a história de amor entre o comediante paquistanês Kumail e a estudante Emily (Zoe Kazan). Do romance descompromissado ao primeiro “eu te amo” leva pouco tempo. Só que a família dele é super conservadora e o preconceito aqui é invertido: os pais exigem que namore uma paquistanesa – é casamento arranjado mesmo. Esse não será o único obstáculo que a dupla terá pela frente. Drama e humor se equlibram  e o elenco é ótimo. O melhor detalhe: o protagonista, Kumail Nanjiani, assina o roteiro com Emily Gordon, e a história que contam é a deles. SUZANA UCHÔA ITIBERÊ

UMA RAZÃO PARA RECOMEÇAR

Ben (Jonathan Patrick Moore) e Ava (Erin Bethea, coprodutora e corroteirista) são amigos desde a infância, namorados na adolescência e casados na vida adulta. Superam juntos as dificuldades típicas de cada fase de seu predestinado romance, mas enfrentam seu maior desafio com a grave doença de Ava. A estreia do obscuro ator Drew Waters (A Amante do Pastor) na direção pode até ser bem-intencionada, mas o roteiro clichê e preguiçoso não cria dramaticidade para que o elenco construa elos dentro e fora da tela, salvo alguns momentos, poucos para uma trama que deveria comover o espectador. FÁTIMA FIGLIOTTI

DE VOLTA PARA CASA

Hallie Meyers-Shyer é a diretora/roteirista estreante de linhagem hollywoodiana – filha de Charles Shyer (Alfie, O Sedutor) e Nancy Meyers (Um Senhor Estagiário). E não decepciona ao narrar a volta da quarentona Alice (Reese Whiterspoon) para Los Angeles, com as duas filhas, após a separação. Filha de cineasta e atriz famosos, Alice acolhe três jovens aspirantes às telas de cinema em casa, agora palco de muita confusão e comunhão. Com elenco certeiro, em meio a histórias de filmes e roteiros, Meyers-Shyer conta com leveza, doçura e uma certa nostalgia, histórias otimistas de começos e recomeços. FÁTIMA GIGLIOTTI

 

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