CRÍTICAS ESTREIAS

Rua Cloverfield, 10: Os segredos de J.J. Abrams

Personagens isolados em um abrigo antibombas com medo do ar contaminado lá fora em uma aura de tensão e mistério. Poderia ser Lost (2004-2010), mas é a premissa de Rua Cloverfield, 10 (2016), dois títulos produzidos por J.J. Abrams.

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No filme, adota-se o ponto de vista de Michelle (Mary Elizabeth Winstead, de The Returned), uma jovem que se envolve em um acidente automobilístico e acorda presa a uma cama. Ela foi levada ao tal abrigo por Howard (John Goodman, de Trumbo – Lista Negra), um ex-militar que lhe explica que houve algum tipo de ataque que deixou o ar contaminado. O plano é ficar por lá por dois anos, para depois poder voltar a morar na superfície.

A tensão fica por causa do contexto e o mistério é personificado por Howard. Sempre fica no ar a impressão que o homem não revela tudo o que sabe e é na investigação secreta conduzida pela protagonista que mora o lado mais intrigante do filme.

Claro que a pergunta que não quer calar é: “Qual a ligação desse novo filme com Cloverfield: Monstro (2008)?”. A reposta não é muito clara por enquanto, como é do feitio de J.J. Abrams. A promessa é que novas produções sejam realizadas nos próximos anos para edificar uma ponte narrativa entre as duas histórias. O que dá para saber é que ambas se passam em um mesmo universo.

Apesar dessa curiosidade não-sanada, o consolo é que fica mais fácil controlar os roteiros de alguns filmes do que de dezenas de episódios de Lost. O seriado teve um desfecho frustrante para a maioria dos fãs, com muitas pontas soltas sem explicações satisfatórias e um alongamento desnecessário dos mistérios da ilha.

A expectativa é que no campo cinematográfico o resultado seja diferente e há motivos para acreditar nisso. Rua Cloverfield,10 traz bastante emoção em uma história que prende a atenção. Nesse assunto, por vezes a trilha musical comporta por Bear McCreary (Boneco do Mal) exagera, mas não chega a roubar a cena negativamente.

Cotação: ****

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