CRÍTICAS ESTREIAS

Sicário: Dia do Soldado é pura tensão

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Existe uma parcela do público que adora uma sequência de filme e outra que morre de medo delas. Em qual delas você se encaixaria? Sicário: Dia do Soldado é a segunda parte de uma trilogia iniciada com o excelente Sicario: Terra de Ninguém (2015), muito bem dirigido por Dennis Villeneuve, e a boa notícia, vale para qualquer resposta sobre a pergunta acima, é que trata-se de uma continuação pra lá de digna.

sicario-josh-brolin-benicio-del-toroO governo americano descobre que os cartéis de drogas, na fronteira entre México e Estados Unidos, têm agora um novo “investimento”: o tráfico de terroristas. Para combatê-los, o agente Matt Graver (Josh Brolin) é chamado novamente para montar uma equipe e, sem medir consequências, desarticular a estrutura do crime, provocando os líderes rivais. Entre os desafios, lidar com a possibilidade de tudo dar errado em território inimigo, corrompido, e ainda a certeza de que o contratante nunca assumirá o serviço sujo.

sicario-josh-brolinCoprodução entre Estados Unidos e Itália, filmado quase inteiramente no México, Sicario: Day of the Soldado (título original) mantém, desde o início, muito peso e impacto. Mais experiente na televisão, o italiano Stefano Sollima soube lidar com planos abertos, áridos, filmou ótimas sequências de ação e extraiu boas atuações do elenco. Além das feras Brolin e Benicio Del Toro, como parceiros implacáveis, vale registrar Catherine Keener fora da zona de conforto de papéis simpáticos e salientar a convincente atuação da jovem Isabela Moner. A boa trilha sonora da violoncelista islandesa Hildur Guðnadóttir, felizmente, conta ainda com a sufocante primeira “música tema” do conterrâneo e recém-falecido Jóhann Jóhannsson (1969/2018).

sicario-josh-brolin-benicio-del-toroCom orçamento fora dos padrões milionários, cerca de US$ 35 milhões, um dos trunfos da produção é Taylor Sheridan. Roteirista do citado primeiro longa, e ainda de A Qualquer Custo (2016) e Terra Selvagem (2017), quando fechou uma trilogia sobre as fronteiras americanas, ele volta a abordar o território/tema por um viés político e o resultado segue contundente. Ainda mais em tempos de Donald Trump, sua política de imigração, e também de guerra urbana travada pelo tráfico de drogas e milícias no Brasil. Sicário: Dia do Soldado não se iguala ao primeiro, pois usou (poucas) licenças bobas no roteiro, mas ainda assim é ótimo cinema de ação e de pura tensão.

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