CRÍTICAS ESTREIAS

Trama Fantasma: Pura sofisticação

Dez anos depois de Sangue Negro, Daniel Day-Lewis e Paul Thomas Anderson voltam com uma obra-prima. Indicado a seis Oscar (filme, direção, trilha sonora, figurino, ator e atriz coadjuvante), Trama Fantasma é sublime. Não estranhe se sair do cinema tonto com tanta beleza, mas também com a meticulosidade.

Novamente submerso no personagem, Day-Lewis é Reynolds Woodcock, o estilista das estrelas, da monarquia e da alta sociedade londrina do pós guerra. Woodcok se inspira nas muitas mulheres que entram e saem de sua vida, sempre sob a supervisão de Cyril (Lesley Manville), sua irmã e braço direito no comando da Maison.

Alta costura é a vida para Woodcock, o resto são apetrechos que ele usa para criar. Até conhecer a garçonete Alma (Vicky Krieps), jovem simples, de modos rudes e desajeitados, mas também uma mulher forte e de personalidade. A idiossincrática rotina do estilista é abalada aos poucos – como o barulho dos talheres dela no café da manhã -, sempre sob o olhar divertido da irmã, que já conta os dias para a moça ser descartada. Não é o que acontece.

A trilha sonora de Jonny Greenwood é romântica, mas tem acordes tensos que se acentuam na medida em que o roteiro envereda para o thriller. Sim! Há um pacto sinistro nessa história. É embriagante e talvez a dificuldade de largar o personagem tenha resultado no anúncio da aposentadoria de Day-Lewis.

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