CRÍTICAS ESTREIAS

Três Anúncios Para Um Crime: Desejo de justiça

Três Anúncios para Um Crime parecia ser apenas o representante do cinema independente na temporada de premiações, posto ocupado no ano anterior por A Qualquer Custo. Mas o filme escrito e dirigido por Martin McDonagh (Na Mira do Chefe) mostrou que pode alçar voos maiores ao levar quatro Globos de Ouro (filme drama, roteiro, atriz principal e ator coadjuvante).

Entra no Oscar como o único capaz de tirar o prêmio máximo de A Forma da Água, com sete indicações: filme, roteiro original, ator coadjuvante (Woody Harrelson e Sam Rockwell), atriz (Frances McDormand), trilha sonora e edição. McDonagh escreveu Mildred especialmente para Frances. Em um ano em que as mulheres se fizeram ouvir como nunca, parece natural selar com o Oscar a luta de uma mãe contra a morosidade da polícia na investigação de estupro e morte de sua filha.

Em mensagens em três outdoors perto do local do crime, Mildred cobra respostas do delegado Willoughby (Harrelson). Frances está um trator em cena, com uma determinação insana em fazer justiça.

Quem quase rouba a cena é outro policial, Dixon (Rockwell). Racista, machista e violento, ele ainda vive na barra da saia da mãe. O humor negro é um alívio bem-vindo e os diálogos são tão naturais que não dá para aceitar a ausência de McDonagh entre os indicados a melhor diretor.

 

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