CRÍTICAS ESTREIAS

Tudo e Todas as Coisas: A menina da bolha

Em 1976, um novato John Travolta estrelou O Menino da Bolha de Plástico, sobre um jovem obrigado a viver em um ambiente esterilizado por sofrer de deficiência imunológica. Em 2001, foi a vez de Jake Gyllenhaal protagonizar história semelhante, mas com toques de comédia e aventura, em Jimmy Bolha.

Agora, em Tudo e Todas as Coisas, a garota que é alérgica a praticamente tudo fica confinada em uma casa hermeticamente fechada, mas com vidros enormes e todos os apetrechos do século 21 que lhe permitem estar antenada com o resto do mundo.

Inspirado no best-seller homônimo de Nicola Yoon, o filme tem público certo: todos que se emocionaram com A Culpa é das Estrelas e Como Eu Era Antes de Você, que também são adaptações literárias. Os três falam de amor e têm pelo menos um dos protagonistas com sério problema de saúde. A adaptação de Stella Meghie também carrega no açúcar, mas é menos dramática que os outros dois – o que não quer dizer melhor, que fique claro.

A trama ajuda. Maddy (Amandla Stenberg) viveu praticamente todos os seus 18 anos dentro de casa. Sua mãe, a médica Pauline (Anika Noni Rose), não permite que saia, mas torna o lugar o mais confortável possível e toda a tecnologia que a jovem precisa para estudar e se comunicar com o mundo. Já o contato físico é proibido.

Tudo muda quando Maddy se encanta pelo novo vizinho, Olly (Nick Robinson), e ele não só sente o mesmo como tenta se aproximar. A rebeldia adolescente será o motor dessa paixão, porque Maddy terá de burlar todas as regras e arriscar a própria saúde   para ficar com Olly.

Para quem não leu o livro, há reviravoltas surpreendentes. A dupla central tem sintonia e o amor inter-racial não é uma questão, é natural, como deve ser. Há originalidade na criação visual, com um toque de fantasia nos encontros teoricamente impossíveis entre eles, assim como na disposição das mensagens de texto na tela. Dessa vez, pode deixar o lencinho em casa.

Cotação: 

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