CRÍTICAS ESTREIAS

Tudo sobre Vincent: Um estranho no lago

Cena do filme Tudo sobre Vincent (2014)

Desde os longas do Superman nos anos 1970 até o boom de produção na virada para o terceiro milênio, o filme de super-heróis vem se firmando no mundo do cinema. Prova disso é a contaminação em outros gêneros, como a comédia Super-Herói: O Filme (2008). No chamado cinema de arte, temos o francês Tudo sobre Vincent.

Vincent (Thomas Salvador, que também é diretor e roteirista do longa) é um homem comum que trabalha na construção civil. Sua peculiaridade se manifesta quando está sob a água (ou com o corpo molhado) e adquire super-força.

Uma maturidade do roteiro está na sutileza como o poder do protagonista é apresentado ao público. Não há explicação ou história de origem, como ditam os longas mais tradicionais do gênero, mas uma estranheza que se acumula até percebemos seus nados vigorosos e sobre-humanos, executados com efeitos especiais. Mais adiante, há outras situações em que a super-força faz necessária.

Para evitar uma exposição danosa, ele leva uma vida reclusa e não sai por aí combatendo o crime. Seus poderes o auxiliam no dia a dia, como quando precisa derrubar uma parede. Tudo muda ao conhecer uma moça (Vimala Pons, de À Sombra de uma Mulher) e engatar um namoro. É nesse ponto em que Vicent tem realmente algo a perder.

O ritmo narrativo de Tudo sobre Vincent não tem o mesmo dinamismo dos filmes da Marvel ou da DC, e não há um super-vilão para derrotar. Mesmo assim, a apropriação da estrutura dramática dos super-heróis rende um produto interessante e com personalidade.

Cotação: *** ½

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