CRÍTICAS ESTREIAS

Um Segredo em Paris: Encontro entre estranhos

É curioso como Lolita Chammah tem o mesmo jeitinho despojado de andar que a mãe, a estrela Isabelle Huppert. É pelas ruas da capital francesa que ela dá passos largos em Um Segredo em Paris. 

Sua personagem, Mavie, ainda não se encontrou na vida. Divide apartamento com uma amiga, mas está incomodada com sua incessante e barulhenta atividade sexual. A opção de mudança surge quando aceita trabalhar na livraria de George (Jean Sorel), um senhor solitário que lhe oferece um quarto de graça como forma de pagamento.

Há uma aura de mistério ao redor desse homem elegante, que mora muito bem e está sempre com dinheiro, apesar de raramente entrar um cliente em sua loja. E os poucos que entram também são tipos suspeitos.

A diretora Élise Girard dá várias pistas, mas não está interessada em desvendar o passado de George, o que poderia levantar um pouco o ritmo. Prefere observar a relação de cumplicidade que se estabelece com Mavie, mas também esbarra na falta de ousadia.

Um Segredo em Paris funciona melhor como cinema cartão-portal.

 

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