CRÍTICAS ESTREIAS

Uma Dobra no Tempo: Para os pequenos, e só…

O conceito de tesseract, ponto de partida para Uma Dobra no Tempo, nada mais é do que a viagem na quarta dimensão. Christopher Nolan explorou essa dobra temporal com imagens incríveis na ficção científica Interestellar. Na fantasia da Disney, inspirada em um clássico da literatura infantojuvenil, de Madeleine L’Engle, esse pulo no espaço-tempo será a forma de uma garota (Storm Reid) desvendar o paradeiro do pai (Chris Pine), um cientista  desaparecido há quatro anos.

Storm Reid é uma promissora atriz mirim, o crush da escola que a acompanha na aventura, Levi Miller, é lindo e carismático. Só que a trupe se completa com o chatinho irmão caçula da garota, interpretado por Deric McCabe, um daqueles mini astros que falam como adultos. É ele, porém, que tem contato com Sra. Quequeé (Reese Witherspoon), um dos três seres mágicos que vão ajudar a turminha no transporte interplanetar. A trinca celestial se completa com a Sra. Qual (Oprah Winfrey) e a  Sra. Quem (Mindy Kailing).

O elenco estelar se esconde em figurinos carnavalescos e os diálogos são pra lá de bobinhos. A garotada – e só os pequenos – podem se deixar levar pelo visual colorido e uma trama que fala de bullying, coragem e do bem contra o mal. Mas para uma diretora engajada como Ava DuVernay, que comandou o  premiado Selma (2014), sobre a histórica marcha pelos direitos civis nos EUA de 1965, essa derrapada da Disney é uma mancha no currículo.

 

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