CRÍTICAS ESTREIAS

Uma Razão Para Viver e Histórias de Amor Que não Pertencem a Este Mundo: Romances

Uma Razão Para Viver

Andy Serkis é o nome quando se fala em captura de movimento. Deu vida ao Gollum de O Senhor dos Anéis, a King Kong, ao Ceasar de Planeta dos Macacos, e se tornou tão expert na técnica que abriu a própria empresa nesse ramo. Ele próprio dirige a nova versão de Jungle Book, marcada para 2018, que promete deixar os fãs de Mogli extasiados com o aprimoramento da tecnologia. Antes, porém, Serkis estreia como cineasta neste drama que não tem nada de efeitos especiais, muito pelo contrário.

A emocionante história real é a dos pais do produtor do filme, Jonathan Cavendish, e é digna do cinema mesmo. Andrew Garfield (Até o Último Homem) e Claire Foy (da série The Crown) são Robin e Diana Cavendish, jovem casal apaixonado cuja vida sofre um baque quando ele fica paralisado por causa da poliomelite. É 1958, não há o que fazer e os médicos dão o caso como perdido. O amor vai mover montanhas nessa trama motivacional, mas o diretor não carrega no açúcar. Dá espaço ao humor e foca na determinação e inventividade do casal para superar as dificuldades.

 

 

Histórias de Amor Que Não Pertencem a Este Mundo

Uma das atrações do Festival do Rio, a produção italiana começa com ares de Meu Rei, aquele em que Emmanuelle Bercot chega no fundo do poço por causa de Vincent Cassel. A protagonista, Cláudia, não se conforma por ter terminado com Flavio. Ela entra em uma espiral depressiva – um tanto patética -, enquanto flashbacks ilustram as fases desse amor. Muito mais bem-humorada que o filme francês, a trama dá uma guinada e surpreende ao mostrar os passos que cada um dá a partir do rompimento. É nesse seguir adiante (ou não) que a cineasta Francesca Comencini se permite ousar.

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