CRÍTICAS ESTREIAS

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas: Movidos pelo amor

Em 1997, Luc Besson (Lucy) fez O Quinto Elemento, aventura futurista que foi o filme francês mais caro produzido até então. Em 2008, a marca seria superada pela adaptação cinematográfica dos quadrinhos Asterix nos Jogos Olímpicos, mas o recorde foi mais uma vez reclamado por Besson com Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Com um orçamento de mais de US$ 210 milhões, o longa comemora o cinquentenário da série de quadrinhos que deu origem ao roteiro.

Valerian (Dane DeHaan, de A Cura) e Laureline (Cara Delevingne, de Esquadrão Suicida) formam uma dupla de exploradores espaciais com uma certa dose de tensão sexual. De um lado, o desejo do Major, do outro o medo da Sargento, sabedora da fama de mulherengo de seu companheiro de viagem. Portanto, no campo sentimental, Valerian precisa provar a autenticidade de seu amor, pois até Han Solo se mostrou um herói digno de uma princesa.

A paixão funciona como motivadora da narrativa, mas seu cerne está no povo Pearl, antigos habitantes de um planeta dizimado há 30 anos. Os sobreviventes da tragédia estão em uma missão que envolve o sequestro e busca por um animalzinho raro, que está em posse dos protagonistas.

O povo Pearl

Depois de produzir filmes de ação (Carga Explosiva) e passar a ser menos lembrado como cineasta, Besson nos lembra do realizador que foi no passado, quando levou às telas pirotecnia com assinatura pessoal de O Quinto Elemento. Ele explora bem sua câmera dinâmica em Valerian, mas não deixa de lado o tino comercial do produtor de sucesso. Por isso, o longa não se acanha em abraçar bem-vindas referências de sucessos do gênero.

Além de alguns arquétipos, o espectador encontrará familiaridade entre o novo filme e a franquia Star Wars (1977-2017), sobretudo no uso de fusões entre cenas e na rica fauna de alienígenas. De Guardiões da Galáxia (2014-2017), foi importado o carisma de um protagonista mulherengo em busca de redenção romântica e uma seleção cuidadosa da trilha musical. Em Valerian, as canções não têm o mesmo peso, mas é inegável que elas temperam muito bem a aventura espacial.

 

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