CRÍTICAS ESTREIAS

A Vida de Uma Mulher: Nada fácil…

Sabe a única coisa que falta em A Vida de Uma Mulher? Vincent Lindon, o ator fetiche do diretor Stéphane Brizé e astro de Mademoiselle Chambom, Uma Primavera com Minha Mãe e O Valor de Um Homem. Mas não havia lugar para ele na adaptação do romance de Guy de Maupassant, que há pouco teve outra obra sua na telona, Bel Ami: O Sedutor, com Robert Pattinson.

Nessa trama ambientada na Normandia de 1819, quem brilha é Judith Chemla como uma jovem filha de fazendeiros e cheia de sonhos, que vai descobrir que realizá-los não é nada simples para uma mulher no início do século 19.
Ela não se opõe a um casamento meio arranjado, porque o rapaz (Swann Arlaud) é atraente. Eles têm um filho e tudo parece bem até o moço começar a pular a cerca.

Mas, como o título indica, o filme é uma saga de vida e esse é só o começo. A protagonista tem uma resignação natural diante de um destino que lhe é cruel, mas guarda no olhar uma réstia de esperança e essa luz vem de lugares inesperados. É lento, mas muito bonito.

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