CRÍTICAS ESTREIAS

A Vida em Família: Gente complicada, mas do bem

É ao mesmo tempo nostálgico e refrescante, realista e lírico, este sétimo e mais recente longa-metragem do diretor e corroteirista italiano Edoardo Winspeare (Sangue Vivo), exibido, com elogios, na Seleção Oficial do Festival de Veneza de 2017.

Disperata é uma cidadela incrustrada à beira do mediterrâneo, ao sul da Itália, linda, estagnada. É nos seus paralelepípedos centenários que um prefeito literato, um ladrão beato, um ladrão poeta irmão dele, a politizada dona da mercearia local e o jovem filho brucutu dela movimentam-se num divertido bailado de brigas e acordos – cinco pontas da autêntica alma italiana.

É no entrelaçamento da história deles e de Disperata, ainda por terminar, que Winspeare, com seu elenco adorável, uma belíssima fotografia e ritmo próprio, inscreve um mordaz comentário sobre outras heranças nacionais da política, da igreja, da máfia, do abandono.

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