CRÍTICAS ESTREIAS

Vida: Uma geleca aterrorizante

Vida começa na calmaria. Um grupo de seis cientistas está a bordo da Estação Espacial Internacional e se prepara para coletar uma amostra de material vindo de Marte, na esperança de encontrar prova de vida alienígena no Planeta Vermelho. Eles observam as células em laboratório e seguem a rotina de estímulos, até que captam um movimento. O minúsculo ser gelatinoso fica na paz, até que…

Pode apertar os cintos, porque o que nos primeiros momentos se enunciava como uma trama enfadonha se transforma em um filme de monstro como havia muito não se via na ficção científica. O diretor sueco Daniel Espinosa trava nova parceria com Ryan Reynolds, depois de Protegendo o Inimigo, e, esperto, coloca o ator como o alívio cômico. Já Jake Gyllenhaal comparece com a usual dramaticidade, mas não há propriamente um protagonista – pelo menos não entre os humanos.

O que a tripulação vai enfrentar é o mais puro terror, e o espectador pega carona nessa montanha-russa claustrofóbica. Espinosa faz bom proveito da falta de gravidade e dos espaços restritos para criar a sensação de pânico e isolamento.

Também não perde muito tempo no desenho dos personagens e em cenas contemplativas. Ele quer ação. As referências a Alien, O Oitavo Passageiro são inevitáveis, mas o cineasta passa pela tangente e desvia dos clichês do gênero, em especial os visuais. No caso de Vida, o sétimo passageiro é um monstro muito original.

Cotação: ***1/2

 

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