CRÍTICAS ESTREIAS

Viva – A Vida é Uma Festa: E a morte é outra festa!

Roteiro, roteiro, roteiro. A regra sempre foi muito clara na Pixar: enquanto o roteiro não estiver perfeito, nada sai do papel. Foi assim que a empresa virou um império da animação, e a união com a Disney não comprometeu a qualidade. A capacidade de entreter adultos e crianças, contudo, sempre foi marca exclusiva da Pixar.

Depois da obra-prima Divertida Mente, sobre os sentimentos essenciais do ser humano, Viva – A Vida É Uma Festa fala de morte com uma paleta de cores alegres e iluminadas. A ambientação no México contribui com energia e musicalidade pouco exploradas no gênero.

O garoto Miguel sonha ser cantor como seu ídolo, Ernesto de la Cruz. Só que a família baniu a música por conta de um trauma com sua tataravó. Durante a celebração do Dia dos Mortos, ele decide participar de um concurso em segredo e um problema com seu violão deflagra uma série de eventos que transporta Miguel – e o cão Dante – até o pitoresco Mundo dos Mortos.

Nesse universo nada lúgubre, ele conhece Hector, que será seu parceiro de aventuras. A religiosidade, a memória, a saudade. Viva abraça temas profundos em uma trama inquieta e cheia de reviravoltas, que toca o coração (e os ouvidos, pois a música é linda). Uma preciosidade que já ganhou o Globo de Ouro, e vai levar o Oscar, pode apostar.

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