CRÍTICAS ESTREIAS

Voando Alto: Espírito olímpico

Cada edição das Olimpíadas traz consigo algumas histórias inusitadas, mas os Jogos de Inverno de 1992 foi fora de série. Além do time caribenho de bobsled que inspirou Jamaica Abaixo de Zero (1993), os espectadores daqueles jogos puderam conhecer Eddie, the Eagle (Taron Egerton, de Lendas do Crime), cuja jornada inspirou Voando Alto (2016).

Eddie sempre sonhou em ser um atleta olímpico, apesar dos problemas físicos em suas pernas durante a infância. Se Forrest Gump conseguiu correr pelo coração dos Estados Unidos, o inglês nunca desistiu, mesmo sem saber em qual categoria competir. Depois de algumas tentativas frustradas, o sonhador vê uma brecha no ski alpino: como ninguém praticava o esporte na Grã-Bretanha, basta completar uma prova oficial que Eddie estaria classificado para as Olimpíadas.

Por isso, o protagonista parte para a Alemanha com a intenção de treinar ao lado dos melhores atletas do esporte. Lá ele conhece Bronson Peary (Hugh Jackman, de Peter Pan), ex-saltador estadunidense que relutantemente aceita treinar Eddie.

É com a força de vontade do herói e o choque de personalidade com seu treinador que Voando Alto conquista a plateia. A história de superação é cativante e as cenas imergem o espectador na pista de ski.

Tecnicamente, a reconstrução da época merece elogios. A direção de arte dá conta do cenário antiquado, mas é a trilha musical de Matthew Margeson (Como Sobreviver a um Ataque Zumbi) que remete ao início dos anos 1990 com força. As músicas não medem esforço na cafonice e incluem teclados e sintetizadores salientes, uma herança da década anterior que ainda estava em voga quando Eddie conquistou o mundo do esporte por uma semana.

Cotação: ***

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