CRÍTICAS ESTREIAS

Warcraft: Como não garantir uma sequência

Dita a regra do flerte que há diversas etapas no jogo da conquista e, com a maturidade, percebe-se que cada um desses estágios deve ser saboreado por si só. Portanto, não é de bom tom (para dizer o mínimo) atropelar o processo. Se essas dicas românticas forem transferidas para o mundo do cinema, pode se dizer que Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos exibiu a genitália antes mesmo da entrada ser servida no jantar à luz de velas.

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O filme narra o início da guerra entre humanos e orcs, tema da série de games Warcraft, iniciada em 1994 e com diversos títulos. O problema é que em sua gênese a adaptação cinematográfica carrega a responsabilidade de se tornar uma franquia. Essa pressa costuma não dar certo, haja visto o que ocorreu com O Agente da U.N.C.L.E. (2015) e Os Três Mosqueteiros (2011), por exemplo.

Assim, forma-se um desfile interminável de personagens interpretados por atores pouco inspirados, com destaques negativos para Ben Foster (Horas Decisivas) na pele de um mago cheio de trejeitos e Paula Patton (Sobre Ontem a Noite) como uma meia-orc inexpressiva. A confusão fica ainda maior porque há uma tentativa de fugir do maniqueísmo e tanto os humanos quanto os orcs defendem seus pontos de vista. Com isso, existe bom e mau nas fileiras dos dois lados do combate, o que leva a um vai e vem na narrativa.

Some a pressão para uma futura sequência com a obrigação de saciar os fãs de games e o resultado é um balaio de gato repleto de conflitos, personagens e batalhas. Warcraft atira referências a diversos jogos da série para que seus usuários conectem o filme às suas origens, mas acaba sendo um ato de desespero quando as alusões são gratuitas.

Todo esse conjunto de tarefas que não dizem respeito ao filme em si culminam em seu desfecho. Há vários momentos em que julgamos que a projeção terminou, mas apresentam-se mais cenas adiante e todas elas trazem ganchos narrativos para serem resolvidos em um próximo episódio. No entanto, se não há cuidado para que essa primeira aventura seja empolgante sozinha, não dá para firmar pé de que outros títulos serão realizados.

Cotação: **

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2 Comentário

  • Sinceramente? sua análise foi ridícula, eu só concordo em um ponto, o ponto de que eles correram muito com a história, esse primeiro filme teria que ter uns 40 minutos a mais pra poder passar as coisas como deveriam passar… e PQ NÃO TIVERAM??? seria bem melhor, mas whatever, a versão extendida logo logo estará ai… mas as atuações estão bem boas, é que infelizmente no pouco tempo não deu para desenvolver seus personagens suficientemente, mas nem de longe estavam ruins… quanto a “tentativa de fugir do maniqueísmo e tanto os humanos quanto os orcs defendem seus pontos de vista” vc realmente sabe o que é warcraft? se souber sabe que os orcs não são os inimigos reais, e sim a legião ardente, por isso que eu digo, para quem conhece e sabe o que estava acontecendo estava claro como a luz do dia, mas para quem não conhece não sabe nem quem é sargeras fica dificil pq o filme correu muito… por isso precisaria de, no mínimo, mais 40 minutos… espero que na versão do diretor ele tenha conseguido usar esses 40 minutos de forma perfeita para acabar com as dúvidas…

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