ENTREVISTAS ESTREIAS

EXCLUSIVO: Diretor faz revelações sobre o fascinante David Lynch: A Vida de Um Artista

David Lynch: A Vida de Um Artista é documentário obrigatório para os amantes do cultuado diretor de Twin Peaks e Veludo Azul. Lynch surge em seu ateliê nas colinas de Hollywood Hills, em Los Angeles, e é através de sua trajetória como artista plástico que se compreende a gênese do cineasta. Há momentos líricos de Lynch com a filha pequena, pintando e refletindo sobre a vida, além de cenas filmes caseiros que resgatam seus anos formativos.

Compartilhar da intimidade de Lynch foi uma epopeia para o diretor Jon Nguyen e sua pequena equipe, porque o artista é tão enigmático quanto sua obra. O documentário é uma pequena-obra prima que capta o espírito lynchiano ao iluminar o artista, mas mantén a bruma que embaça a realidade e torna essa viagem ainda mais instigante. Nguyen falou à PREVIEW sobre a experiência inesquecível de rodar David Lynch: A Vida de Um Artista.

Jon Nguyen

É verdade que levou vários anos para fazer o documentário? Como Olivia Neergaard-Holm e Rick Barnes se juntaram à equipe como codiretores?

JON NGUYEN – Sim, muitos anos, 12 anos. Tínhamos de ser pacientes e estar à disposição para quando Lynch estivesse com vontade de contar suas histórias. Lynch está frequentemente dedicado à sua “vida artística” e raramente se disponibiliza. Para o filme ser feito, o diretor de fotografia, Jason S., viveu em tempo integral no complexo onde fica o ateliê e a casa do cineasta. Durante os dois anos e meio em que esteve lá, conseguiu gravar apenas 25 horas de conversas com Lynch. Às vezes, passavam semanas, mesmo meses, em que as entrevistas não eram realizadas. Olivia juntou-se ao time durante a pós-produção como montadora, mas eu a creditei como codiretora por suas contribuições para o filme. Rick é um pseudônimo, cuja identidade não é revelada.

Você sabia desde o início que queria desvendar o cineasta através do pintor?

Desde o início, não sabíamos aonde o filme nos levaria, mas sabíamos que David Lynch é bastante relutante e evasivo ao discutir seus filmes. Então bolamos a estratégia de deixá-lo falar sobre sua vida pessoal, na certeza de que os filmes seriam iluminados de alguma forma. Aconteceu que descobrimos sua surpreendente vida artística e que ele passa a maior parte do tempo no estúdio trabalhando em várias obras de arte. Mas esses 30 meses realmente nos ajudaram a entender melhor como seu cinema e vida artística coexistem. O episódio 8 da nova temporada do Twin Peaks é um excelente exemplo disso.

Ele parece ser muito tímido e recluso.

O David Lynch que você vê no filme é o verdadeiro David Lynch. Nós o filmamos por mais de 700 horas durante os últimos 12 anos, então ele se acostumou a ter a gente por perto. Nós construímos uma forte relação de confiança com ele, então podíamos estar ali e não ser uma distração. Ele se tornou muito amigo de Jason e o filme foi filmado inteiramente em sua casa, onde seu estúdio de arte também está localizado.

Os vídeos caseiros, com Lynch ainda menino, são incríveis. Como foi para ele voltar no tempo através dessas imagens?

Tenho a sensação de que ele está muito em contato com o passado, conectado com suas raízes e suas experiências na América. Vejo vislumbres de sua vida em todos os seus filmes e em muitas de suas obras de arte. Acredito que durante esse período de resgate do passado, ele experimentou diversas emoções enquanto desenterrava essas histórias para nós. Talvez esses momentos de nostalgia tenham influenciado a nova temporada de Twin Peaks, em que ele estava trabalhando e escrevendo ao longo do nosso filme.

São tocantes as raras cenas em que ele se abre emocionalmente. O que descobriu sobre Lynch em momentos como esses?

Eu não imaginava a profundidade de suas ansiedades durante os períodos em que viveu na Virginia, em Boston e na Filadélfia. Mas agora entendo por que suas sensibilidades, em combinação com seus antecedentes, são a gênese do estilo lynchiano. Além do que você viu no filme, as outras 23 horas de material têm uma riqueza de histórias maravilhosas do passado de Lynch, mas infelizmente ficaram de fora da montagem final.

O documentário termina quando o pintor se torna cineasta. Você não considera fazer uma segunda parte?

Poderia haver uma parte B, mas duvido que tenhamos a paciência de repetir esse processo. Foram necessários nove anos para desenvolver uma relação de confiança com Lynch e outros três anos para capturar as histórias ouvidas no filme.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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