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Hugh Jackman dá adeus a Wolverine

Astro australiano veio a São Paulo para o lançamento de LOGAN, que encerra sua participação como Wolverine na franquia X-Men

Hugh Jackman se tornou Wolverine em X-Men, o filme de Bryan Singer que mostrou que investir na adaptação dos quadrinhos podia ser um ramo lucrativo no cinema. Passados 17 anos e nove filmes como o personagem – e com a Marvel e a DC Comics ganhando rios de dinheiro com o gênero -, o astro australiano se despede do herói em Logan. O diretor, James Mangold, é o mesmo de Wolverine: Imortal, e agora entrega o que seja, talvez, o mais maduro e tocante capítulo da saga nos cinemas.

Jackman veio a São Paulo direto do Festival de Berlim, onde Logan teve sua première mundial fora da competição. Cerca de 200 jornalistas da imprensa da América Latina estavam reunidos para a entrevista coletiva que seguiu a exibição de Logan, que estreia em 2 de março. Wolverine está no “inverno de sua vida”, como bem diz Jackman. Veja a seguir uma compilação dos melhores momentos.

“Quando soube que estavam fazendo testes para Wolverine, eu nunca tinha ouvido falar de X-Men. Li o roteiro com minha esposa, que também é atriz, e ela disse que seria ridículo eu fazer um personagem que tinha garras que saía das mãos. E aqui estamos, 17 anos depois, e, por sinal, foi a única vez em que minha mulher estava errada.”

“Sabia desde o início que ele era um personagem incomum nos quadrinhos e para mim Wolverine sempre se definiu por sua humanidade e não pelos poderes de super-herói. Ele sempre me pareceu ter uma densidade que nem imaginava que existia no universo dos quadrinhos, e me intrigou o peso em sua história pessoal, o fato de que todas as pessoas que ele ama morrem.”

“Não acho que vou sentir falta de Wolverine porque ele está sempre comigo.”

“Não me interpretem mal, porque me orgulho de todos os filmes de Wolverine e dos X-Men, mas todo esse tempo senti que havia uma história mais profunda a ser contada sobre esse homem. Por isso, quando começamos a conversar sobre o filme, disse que não queria que o título fosse Wolverine, mas Logan. Para mim, essa é a história definitiva do personagem.”

“Estava muito nervoso até o momento em que assisti ao filme com a plateia, no Festival de Berlim. Do momento em que decidi estrelar Logan, estava muito certo do tipo de filme que queria fazer. O filme é de Jim Mangold e não seria o filme que é sem ele. Fomos muito duros em nossos ideais porque não queríamos fazer um filme de quadrinhos, mas contar uma história sobre esse homem. Sinto muita satisfação e emoção em relação a Logan porque sabia que era minha última chance de fazer o que sonhava com o personagem.”

“Uma das inspirações para Logan foi o filme Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood. Foi muito impactante para mim quando assisti pela primeira vez, me fez questionar o certo e o errado, e compreender a dimensão da palavra família. Conversei muito sobre isso com Jim Mangold, sobre Laura, a X-23, e sobre Charles (Xavier). Até Miss Sunshine nos inspirou, assim como O Lutador, de Darren Aronofsky, com uma trama contundente sobre a luta diária entre o passado, o remorso, e a esperança no futuro. E, claro, Os Brutos Também Amam, de George Stevens, que aparece em uma cena de Logan.”

“Jim fez um comentário muito importante sobre a família. Disse que o maior medo de Logan não é o inimigo, mas a intimidade. E acho que isso vale para todo ser humano. A ideia de revelar quem realmente somos para as pessoas que amamos, essa intimidade é um desafio de alcançar.”

“Minha família está sempre na frente. Sigo uma regra muito simples na escolha de meus filmes. Será bom para o meu casamento, ou não? Eu estive mais envolvido na concepção de Logan do que em qualquer outro filme. Pode até parecer mentira, mas em 2 de março de 2015, eu acordei às quatro da manhã com uma ideia muito clara do que eu queria para o filme e gravei o que estava na minha cabeça no telefone. Nosso filme estreia exatamente dois anos depois daquele dia e posso dizer que 95% daquilo que gravei conseguimos realizar.”

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