ENTREVISTAS ESTREIAS

Midas do terror, Jason Blum discute Sobrenatural: A Última Chave

Produzido por James Wan, que dirigiu os dois primeiros capítulos da saga e anda ocupado com Aquaman, o próximo filme da DC, A Última Chave ganha um novo diretor, Adam Robitel (A Possessão de Deborah Logan), e conta novamente com roteiro escrito por Leigh Whannell (também ator, que interpreta o personagem Specs). A trama dá sequência ao terceiro filme, com acontecimentos anteriores à possessão da família Lambert. Os três primeiros custaram juntos US$ 16,5 milhões e arrecadaram um total de US$ 370 milhões nas bilheterias mundiais.

“Esse novo Sobrenatural narra a origem da personagem Elise Rainier, interpretada por Lin Shaye”, explica o produtor Jason Blum em entrevista à PREVIEW. Blum esteve no Brasil ao lado de Lin Shaye para participar da CCXP no final do ano passado. “Elise se tornou popular e querida pelos fãs, mas sempre como coadjuvante. Por isso pensamos em fazer um filme que revelasse como ela descobriu o poder de se comunicar com pessoas mortas”, completa Blum. “Agora que sou a protagonista, esse é meu filme favorito!”, brinca a simpática Lin (confira a entrevista completa com a atriz.)

Para quem não se lembra, Elise morre no primeiro filme e reaparece como fantasma para ajudar a família Lambert no segundo longa. Já na terceira parte, A Origem, a história volta no tempo e mostra a paranormal tentando lidar com seu dom. “Agora focamos a infância, com os pais e o irmão caçula, para então explorar sua relação com a família na época em que tomou consciência de seus poderes sobrenaturais”, explica Lin.

RECEITA DE SUCESSO

Sem desmerecer o talento do produtor James Wan – que também emplacou outras séries de sucesso, como Jogos Mortais e Invocação do Mal -, é o produtor Jason Blum o grande especialista em transformar produções modestas em fenômenos de bilheteria. Ele se tornou um verdadeiro Midas em Hollywood. Blum abriu a Blumhouse Produções no ano 2000 e seu principal modelo de negócio sempre foi bem simples. “Meu objetivo era produzir roteiros originais de maneira autônoma e com baixo orçamento”, conta.

Depois do sucesso de bilheteria com Atividade Paranormal, parceria com o diretor e roteirista Oren Peli, Blum percebeu que o ideal era seguir a receita das produtoras New Line e Lionsgate: apostar em sustos e no público jovem para lotar as salas de cinema. Embora filmes de terror e suspense sejam seu forte, com títulos como Fragmentado, Corra! e A Visita, Blum aplicou a estratégia do baixo custo em produções de outros gêneros, como o drama Whiplash: Em Busca da Perfeição e a comédia O Fada do Dente .

Lin e o diretor, Robitel

No caso do terror, Blum defende que é sempre mais interessante sugerir do que mostrar. Em vez de apelar para cenas grotescas, ele prefere deixar a imaginação do espectador trabalhar. “Nós fizemos filmes violentos, mas em muitos deles o terror não está na tela”, diz. “Sobrenatural: A Última Chave é tanto um horror psicológico quanto uma história de fantasma.”

Será que as inúmeras produções do gênero significam que Blum acredita em eventos sobrenaturais? “Eu não sei. Às vezes sim, às vezes não. Tenho quase certeza que vi um fantasma do lado da minha cama em Nova York, mas foi uma única vez. Acredito que exista algo lá fora que não conhecemos e não sabemos explicar”, afirma.

 

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