ENTREVISTAS ESTREIAS

“Não é remake, é reboot”, diz diretor do novo Os Saltimbancos Trapalhões

 

Dia 13 de janeiro, Renato Aragão completou 82 anos. Os festejos tiveram um sabor a mais, com seu retorno ao cinema quase uma década depois de O Guerreiro Didi e a Ninja Lili. O projeto não só o reúne com seu parceiro de trapalhadas Dedé Santana, como resgata um dos maiores sucessos dos Trapalhõesa trupe: Os Saltimbancos Trapalhões, lançado em 1981. O quarteto ainda estava completo, com Mussum e Zacarias.

Quem comanda a nova versão é João Daniel Tikhomiroff (Besouro), que confessou à PREVIEW que só assistiu ao filme original depois de fazer o seu, para não se influenciar, embora seja fã dos Trapalhões desde a infância. Tikhomiroff se inspirou nas montagens teatrais. Baseado no conto Os Músicos de Bremen, dos Irmãos Grimm, o musical infantil Saltimbancos estreou em 1977, assinado por Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov, com música de Chico Buarque. Em 2014, Renato Aragão estreou nos palcos com a adaptação do filme em Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical.

“Havia dirigido o Renato nos telefilmes Didi e o Segredo dos Anjos e Didi, O Peregrino, e foi em um jantar depois da pré-estreia do musical no teatro que ele me perguntou se eu não queria fazer outra versão de Os Saltimbancos Trapalhões para o cinema”, revela o diretor. A missão de modernizar a trama foi passada a Mauro Lima, diretor e roteirista do sucesso Meu Nome Não é Johnny. “Renato nos deu liberdade total, mas colaborou tanto que ganhou crédito no argumento”, afirma Tikhomiroff.

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Agora com o subtítulo Rumo a Hollywood, o filme é novamente ambientado no universo do circo, só que sem os animais que movimentavam o clássico de 1981. A dupla romântica, antes formada por Lucinha Lins e Mário Cardoso, agora é interpretada por Letícia Colin e Emilio Dantas. “Não é um remake, é um reboot. Fizemos uma revolução dos bichos diferente”, avisa o cineasta.

Roberto Guilherme, presença constante nos programas e filmes do quarteto, dá vida ao Barão, o dono do circo. “Desta vez ele não é o grande vilão”, conta Tikhomiroff. O ator e trapezista Marcos Frota também é outra novidade do elenco, e foram justamente as instalações de seu circo que serviram de cenário. “Houve um caprichado trabalho de cenografia, com mudanças da fachada e construção de novas tendas, mas a estrutura era do circo do Marcos, que fica perto da Boa Vista, no Rio.”

Segundo o cineasta, o filme segue a estratégia da Pixar, cujas animações têm piadas para adultos e crianças. “Todos adoram as piadas do Didi, então o filme é seu encontro com o público antigo, que hoje está adulto, com os filhos desses fãs, que  conheceram os Trapalhões através dos pais, e com uma nova geração que vai descobrir o Didi”, comenta.

Há um tom de despedida na cena final. “Fiquei até preocupado com a emoção do Renato naquele momento comovente”, diz. “Construí o filme como uma homenagem, pois não sabia o que ele pretendia depois, mas assim que terminamos ele me puxou e perguntou ‘Qual vai ser próximo?’”

 

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1 Comentário

  • Esse filme representa muito pra min, rever Didi novamente no universo cinematográfico que o consagrou será, espero, uma experiência incrível. Dedos cruzados.

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