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Cine PE: Retrato da banda Joelho de Porco encerra competição

A última noite da Mostra Competitiva de curtas e longas contou com uma programação mais enxuta, porém com sala cheia e ótima recepção do público, em todas as sessões.

Dos dois filmes que compunham a Mostra Competitiva de curtas pernambucanos, destaque para  Seja Feliz, de Diego Melo. Com um roteiro original, o diretor aborda o suicídio em uma obra reflexiva com toques de humor. O personagem principal vive em uma relidade distópica e é chamado de cidadão 25076. Ele tem de passar por uma espécie de juiz, que dará a sentença final entre morrer e viver. “O filme é uma alegoria ao sentimento de encarceramento em que vivemos”, afirmou Diego Melo.

Seja Feliz

Edney, do cineasta João Roberto Cintra, fala sobre Ed, morador da periferia que se encanta por um amigo que mora na mesma casa. Durante o dia, ele trabalha como lavador de pratos e  à noite, se tranforma no cantor Ney.

Sweet Heart, da diretora Amina Jorge , abriu a Mostra de Curtas Nacionais. O filme retrata as descobertas e os desejos de uma adolescente de origem chinesa, que vive em São Paulo. Em Cine S. Jośe, o cineasta  William Tenório resgata as memórias de um cinema construído na década de 40 em Afogados de Ingazeira, no sertão de Pernambuco. A sala foi fechada nos anos 80, sendo restaurada em 1994 pessoas dispostas a ajudar na retomada do cinema na cidade.

Sweet Heart

A Mostra de longas encerrou bem com o documentário Meu Tio, Joelho de Porco, do cineasta Rafael Terpins. O filme é um belo tributo à banda de rock punk paulistana dos anos 70, Joelho de Porco. O próprio cineasta, sobrindo do falecido Tico (um dos componentes do grupo), embarca em uma viagem, no velho Landau azul, e cruza as avenidas da cidade em busca de verdades e mentiras sobre a lendária banda. “Com esse filme, eu resgato os mortos que nem a ciência é capaz de fazer”, disse Rafael à platéia do Cine PE,  antes da exibição.

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