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Cine PE: Longa sobre Henfil encerra a melhor noite do festival

O quarto dia do Cine PE começou cedo. Primeiro, com a Mostra Kátia Mesel, que ocorreu na parte da tarde, onde foram exibidos sete curtas da cineasta pernambucana:  Oh De Casa, Sulanca, Recife de Dentro Pra Fora, Fora do Eixo, A Gira, O Mago das Artes e Casa Comigo? “O cinema para mim é um vício, é uma paixão que gosto de compartilhar. Esse carinho de vocês aqui me nutre”, disse ao público uma emocionada Kátia, profunda conhecedora da cultura de Pernambuco, sempre retratada nos seus filmes.

Na noite com o maior  e melhor número de curtas, tanto pernabucanos quanto da Mostra Nacional, um dos destaques foi Frequências, do cineasta  Adalberto Oliveira. O curta que faz parte da trilogia “identidades” aborda de forma experimetal e muito poética  a questão social e geográfica da cidade de Olinda. Um filme que faz com que o expectador tenha uma experiência de imersão, através da imagens e sons.

A animação Insone, dos cineastas Breno Guerreiro e Débora Pinto, que abriu a Mostra Competitiva Nacional, conta de forma muito divertida a história de dois irmãos que estão brincando em seu quarto e com muita imaginação criam diversos personagens da animação japonesa e ocidental. Já Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro, o único curta documentário da noite, aborda os abusos e tortura desde a época escravocrata até a ditatura militar no Brasil, através de depoimentos da Comissão Nacional da Verdade.

Lençol de Inverno/Foto Fabiola Lima

Dos curtas de ficcção, Lençol de Inverno, de Bruno Rubin, apresenta de forma sutil a questão da homossexualidade pela história de um coveiro que retorna para sua cidade natal para enterrar seu pai, e ali enfrenta fantasmas do passado. As mostras ainda se complementaram com os filmes  Deep Dive, de Pedroa Arruda, Peripatético, de Jessica Queiroz, e Não Falo Estranhos, de Klaus Hastenreiter,

A noite encerrou com o ótimo longa Henfil, da cineasta Angela Zoé, que resgata com primor a vida do cartunista através de um grupo de jovens animadores que recria o trabalho do artista. O longa é bem amarrado e diáloga com o público, principalmente para quem não conhece a o obra de Henfil. “Eu quis trazer o Henfil para a atualidade, e o filme tem um didatismo”, diz a cineasta. “O grande sonho do Henfil era ser cineasta e ele estaria aqui se estivesse entre nós.”

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