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Cine PE: Primeira noite tem homenagem à Kátia Mesel

A crise que afetou o Brasil nos últimos dias, devido a paralisação dos caminhoneiros e a falta de combustivel, pouco afetou a realização da XXII edição do Cine PE. E foi nítida a lotação do público ontem presente no tradicional Cine São Luiz, na primeira noite do festival. Mesmo com um formato mais enxuto (por ter encurtado dois dias), e com poucas moficações na programação, pela primeira vez, o acesso ao público é gratuito para todas as sessões. Antes da exibição do longa de abertura, a comédia pop Mulheres Ateradas, do cineasta paulista Luís Pinheiro, o púplico pôde conferir as mostras competitivas de curtas pernambucanos e nacionais, além da homenagem a cineasta pernambucana Kátia Mesel (foto acima), que completou, 50 anos de carreira e ainda terá uma mostra com seus filmes, que ocorrerá no pŕoximo domingo, a partir da 14 horas, no próprio Cine São Luiz.

Esse ano também, o festival ainda conta com acessibilidade para deficientes auditivos.

Duas animações abriram a mostra competitiva dos curtas pernambucanos. A primeira foi Dia-Um, de Natália Lima, que com uma ótima trilha sonora que resume bem em dois minutos, sobre os impactos causados pela superlotação do planeta e devastação ambiental , que forçam jovens a abandonar o planeta rumo ao espaço , para deixarem a população mais idosa na Terra.

A segunda animação O Consertador de Coisas Miúdas, de Marcos Buccini, feito em parceria com seus alunos da UFPE, retrata o dia a dia de um homem que passas várias horas tentando arrumar pequenos objetos quebrados. Sua obessão é grande em querer consertar essa miudezas, que ele acredita ter solução.

Sob o Delírio de Agosto

Da Mostra Competitiva Nacional destaque para o belo e impactante Sob o Delirio de Agosto, de Carlos Kamara e Karla Ferreira, que aborda a questão da saúde mental de um homem simples e do campo, que apesar dos traumas, desconhece sua doença. “ É um filme forte com um assunto pertinente roterizado por mim, disse o diretor, antes da sessão. Já o documentário Marias, de Yamim Dias, toca numa questão muito relevante dos últimos tempos, que é o feminicidio. Inclusive, o filme é baseado na vida da diretora que justamente resolveu fazer o documentário, por ter perdido a mãe vitima de assassinato pelo ex-companheiro. “Eu transformei minha dor em luta”, afirmou muito emocianada a diretora, ao apresentar o filme.

Mulheres Alteradas

O curta de ficção Abismo, do cineasta carioca Ivan Angelis, que encerrou a mostra competitiva, arrrancou risadas do público com a história de Juvenal, um porteiro que trabalha há 40 anos no mesmo prédio e que de repente se vẽ aprisionado numa rotina. Um belo dia, ele recebe um telefonema na portaria e sobe para ver o que está ocorrendo, e quando resolve voltar ao posto ele não consegue, se encontrando dentro do prédio, como se fosse um labirinto.

Exibidos fora de competição, tiveram o curta Desculpe, Me Afoguei, de Hussen Nakhal e David Hachby, que fala sobre os refugiados e o trabalho dos Médicos sem Fronteira e o longa Mulheres Alteradas, que teve sua primeira exibição no Cine PE e parace ter agradado ao público. Protagonizados por Deborah Seco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall e Monica Iozzi, o longa é a adaptação dos quadrinhos da cartunista argentina Maitena Burundarena, onde as quatros protagonistas se veem em diversas situações tipicas do universo feminino se deparando como crises no casamento, carreiras em ascensão, crises de identidade e a dificil rotina do cuidado com os filhos.

 

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