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Cine PE: Rodrigo Santoro se emociona com o Calunga de Ouro

Apesar de duas noites extensas, o Cine PE vem conseguindo agradar ao público,  trazendo filmes com temáticas diversas em sua programacção. Mas o ponto alto desses dois dias foram as homenagens aos astros Cássia Kiss e Rodrigo Santoro, que foram ovacionados e surpreendidos  pela organização do festival  ao ganhar seus trófeus, “Os Calungas de Ouro”. Cássia Kiss recebeu das mãos de Gabriel Leone, que recentemente interpretou seu filho na série Os Dias Eram Assim.

“ Essa profissão dá a oportunidade de criarmos outros mundos. Esse presente que recebi agora foi um carinho de reconhecer a nossa vida. Não poderia ser o melhor momento, afirmou à plateia Cássia Kiss.

Cássia Kiss e Gabriel Leone

Já Santoro, em meio a um discurso emocionado, teve a honra de receber o troféu da própria Cássia , de quem também foi filho na telona, em sua estréia no cinema, Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky , longa vencedor de vários prêmios, inclusive melhor filme,  no Cine Pe de 2001.

“Sinto muito orgulho de fazer parte disso. A Cássia foi minha minha mãe duas vezes, no Bicho de Sete Cabeças e em Não Por Acaso. É uma emoção indescritível depois de tanto tempo retornar aqui. Quero dedicar essa homenagem a essa força que nós temos, a todo o nosso potencial e a responsabilidade de cada um desse País”, finalizou o ator.

Cássia e Rodrigo Santoro

Das mostras de curtas pernabuncanos competitivos, destaque para o muito aplaudido documentário Uma Balada Para Rocky Lane, de Djalma Galindo, que aborda a vida de um um homem de Arcoverde, sertão de Pernambuco, um  eterno apaixonado por cinema, que trabalhou e viveu  no cinema da cidade durante muitos anos, tendo adotado o apelido de Rocky Lane, famoso personagem do faroeste americano dos anos 40 e 50. Porém, seu grande desgosto na vida, foi quando o cinema fechou nos anos 80.

Já a ficção Cara de Rato, de Benedito Serafim, retrata a vida de Veridiana, uma menina negra e pobre, que nasceu com uma doença congênita no rosto e que se esconde  atrás de um véu, que depois de muitos anos  reclusa, decide enfrentar a vida. Quando  ela vai trabalhar na cantina da escola, ela tem que enfrentar muitos desafios, principalmente quando descobrem sua doença, causando muitos danos e sofrimentos para a menina.

Das mostra competitivasnacionais tiveram Balanceia de Roraima, dos diretores Juraci  Júnior e Thiago Oliveira, que fala sobre  a ilha de Paritins, onde são mostradas cenas da famosa festa, misturadas a uma viagem de volta ao barco, sobre ás aguas do Rio Amazonas, onde o viajante de depara com as crianças ribeirinhas. Já o curta  de ficção de Goiânia Teodora Quer Dançar, de Samantha Col Debella é uma lenda urbana,  que fala sobre uma mulher misteriosa que seduz um homem recém chegado na cidade.

Outro curta de ficção foi Através de Ti, do gaúcho Diego Tafarel, onde três jovens que passam um final de semana juntose acabam por manter uma relação amorosa bem intensa e com muita cumplicidade.

Provomendo uma intensa reflexão,  o curta de animação Plantae, de Guilherme Gehr  mostra um madereiro, que ao cortar uma imensa árvore na Floresta Amazônica , contempla uma reação inesperada da natureza.

Já o documentário ficcção Vidas Cinzas, relata sobre a tual crise econônica que assola o país, onde o diretor Leonardo Martinelli retrata um governo que para cortar as verbas, tira as cores e, deixa a  Cidade Maravilhosa em preto em branco.

Das mostra competitivas de longas, as duas noites trouxeram filmes inovadores, difícieis e engajados, a começar pelo cinema fantático  de Christabel, do carioca Alex Levy-Aller. Baseado no poema homônimo de 1816 do britânico S. T. Coleridge, o longa adapta a história para o Brasil rural, onde a Christabel encontra a misteriosa e sedutora Geraldine no meio da noite. Ao trazer a moça para sua casa, ela acredita em sua pureza, que aos poucos vai se revelando e mostrando para que realmente veio.  “Apesar de ser um poema muito antigo, tem a ver com a realidade de hoje”, afirmou o diretor, durante a coletiva para a imprensa.

Já o provocativo, mas provocativo mesmo Os Príncipes, do veterano cineasta Luiz Rosemberg Filho  retrata uma noite, onde dois homens perambulam pela noite do Rio de Janeiro com duas prostitutas, deixando marcas de violência e brutalidade por onde passam, sem dó e piedade.

“ Nesse filme, a intenção é mostrar essa porcaria que acontece na vida. O que tem de gente agindo desse jeito violento. A ideia do Rosemberg era mostrar que a nossa conduta não era nada louvável”, disse o ator Igor Cotrim, um dos protagonistas do filme.

A intenção de retratar e a violência e repressão da policia militar de São Paulo no documentário Marcha Cega, de Gabriel Di Giacomo é plausível e interessante, porém, o longa perde um pouco, em sua narrativa não linear e muita repetitiva.

A noite de ontem encerrou bem, com  o belo drama goianano Dias Vazios, do cineasta Robney Bruno de Almeida. O longa aborda as angústias de um jovem  que vive numa cidade pequena, sem perspectivas e que se sente rejeitado pelos pais. A únia alegria é  sua namorada. Porém, ao cometer suicídio e com o desapararecimento da namorada, um outro jovem se vê curioso pela história, e decide escrever um livro sobre o  caso.

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