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Conheça os vencedores do Cine Paraíso

Massa, muito massa (termo usado no nordeste para dizer que uma coisa é muito legal) foi a terceira edição do Cine Paraíso, que encerrou no último domingo. O festival, que ocorreu na cidade de Juripiranga, interior da Paraíba, vem se consolidando e tomando força no cenário do audiovisual brasileiro. Com uma ótima seleção de curtas-metragens, com temas atuais e necessários (foram 62 filmes, divididos em 5 mostras) vindos de diversas partes do Brasil, o festival conseguiu promover uma troca de experiências entre os realizadores e o púbico presente, além dos debates e oficinas… Isso tudo, de graça para a população, na cidade que soma 10 mil habitantes.

“O festival superou a expectativa não só no aumento de participantes como, na qualidade de filmes e no aumento de púbico. Ficamos felizes por ser um festival que promove os debates pós sessão, e eu vi isso em poucos festivais. Isso possibilita que não só realizadores debatam os filmes, mas também a comunidade. E a ideia é fazer com que as pessoas da cidade vejam os filmes e reflitam sobre eles”, afirmou à Preview João Paulo Lima, idealizador do Cine Paraíso.

Um dos principais momentos, foi o debate realizado pela cineasta, produtora, professora e jornalista paraibana Kalyne Almeida, sobre o papel das mulheres no audiovisual brasileiro. Durante o bate papo, a cineasta abordou a inserção da mulher no mercado e em especial o protagonismo e autoria da mulher no cinema. Kalyne ainda apresentou alguns dados da Ancine sobre a baixa porcentagem ainda, das mulheres no mercado, com exceção da produção executiva.

“É um debate extremamente longo porque são temas que envolvem a sensibilidade e uma questão histórica que não é voltada só para o audiovisual, é voltado para diversas outras áreas, É um momento que devemos nos propor a falar sobre isso, concluiu a Kalyne durante o debate.

Dos filmes premiados da Mostra Competitiva Nacional destaque para Repulsa, do cineasta pernambucano Eduardo Morotó. O curta que ganhou como melhor de ficção, roteiro e direção aborda a questão do abuso do poder, corrupção e o coronelismo em um Brasil distante, porém muito atual.

Já o prêmio de melhor atriz foi para a Tuna Dwek, pelo filme Escolhas, do cineasta Ivann Willig. Abordando o tema sobre incesto, a atriz interpreta uma mulher amarga e muito sofrida pelos anos que passou, ao lado de um marido que abusava da filha (interpretada por Carolina Kasting). O de melhor ator foi para Bruno Goya, que interpreta um homem do campo que sofre de esquizofrenia, no impactante drama Sob o Delírio de Agosto, de Carlos Kamara e Karla Ferreira.

O premiado curta paraibano Atrito, de Diego Lima, também saiu vencedor nas categorias: melhor filme, direção, roteiro e atriz (Suzy Lopes), da Mostra Fruto Proibido. O filme aborda, a tumultuada relação entre uma mãe evangélica, que faz de tudo para controlar seu filho adolescente, com a sexualidade aflorada.

Confira abaixo, todos os vencedores do Cine Paraíso:

Mostra infanto-juvenil        

– Melhor Filme – A câmera de João – Dir. Tolhi Cardoso

– Melhor Roteiro – Yan Whately – Barbie Contra-ataca

– Melhor Direção – Tothi Cardoso – A câmera de João

– Melhor Montagem – Elder Patrick – Procura-se Marina

– Melhor Fotografia – Larry Sullivan – A câmera de João

– Melhor Som – Leandro Firmino – Luiz

– Melhor direção de arte – Flávia Facin – Luiz

– Melhor Atriz – Elem Moreira – Procura-se Marina

– Melhor  Ator – Lucas Romão – A câmera de João

      Mostra Fruto Proibido         

– Melhor Filme – Atrito – Dir. Diego Lima

– Melhor Roteiro – Diego Lima – Atrito

– Melhor Direção – Diego Lima – Atrito

– Melhor Montagem – Demóstenes Machado – Hosana nas alturas

– Melhor Fotografia – Felipe Soares  – Autofagia

– Melhor Som – Priscila Botelho – Autofagia

– Melhor direção de arte – Lia Letícia – Superina

– Melhor  Ator – Daniel Porpino – Hosana nas alturas

– Melhor Atriz – Suzy Lopes – Atrito

Mostra Panorama Nacional     

– Melhor  Filme de Ficção – Repulsa – Dir. Eduardo Morotó

– Melhor Filme de Documentário – Uma balada para Rocky Lane – Dir. Djalma Galindo

– Melhor Roteiro de Ficção – Eduardo Morotó – Repulsa

– Melhor Roteiro de Documentário – Rosane Gurgel / Helton Vilar – Close

– Melhor Direção – Eduardo Morotó – Repulsa

– Melhor Direção de Arte – Manoela Clemente – O chá do General

– Melhor Montagem – Tiago Vieira e Fernando Honesko – Quando parei de me preocupar com canalhas

– Melhor Fotografia – Henrique Spencer – Frequências

– Melhor Som – Antonio Curti –  O chá do General

– Melhor Ator – Bruno Goya – Sob o delírio de agosto

– Melhor Atriz – Tuna Dwek – Escolhas

Mostra Competitiva Parahyba     

– Melhor  Filme de Ficção – Ultravioleta – Dir. Dhiones do Congo

– Melhor Filme de Documentário – Você conhece Derréis? – Dir. Veruza Guedes

– Melhor Roteiro de Ficção – Kalyne Almeida – Velhos tempos

– Melhor Roteiro de Documentário – Cecília Bandeira – Por ser mulher

– Melhor Direção – Carlos Mosca – Jornada

– Melhor Direção de Arte – Romero Souza – Ultravioleta

– Melhor Montagem – Carine Fiúza – Simone – O prazer é todo meu

– Melhor Fotografia – Kennel Rógis – Você conhece Derréis?

– Melhor Som – Bruno Alves  – Ultravioleta

– Melhor Ator – Ylo Souza – Ultravioleta

– Melhor Atriz – Raquel Ferreira – Velhos tempos

 

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