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É Tudo Verdade: Começa hoje o festival de documentários

Com todas as sessões gratuitas, o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários ocupa as telas do Rio de Janeiro e São Paulo com o melhor do cinema documental brasileiro e internacional. A 22ª edição acontece de 19 a 30 de abril e apresenta 82 títulos de 30 países, sendo 16 estreias mundiais. Premiados e destaques participam a seguir de circuito de itinerância em Porto Alegre e Brasília.

“É um alento que seja tão vigorosa a produção de documentários nestes dias de ‘fatos alternativos’ e ‘fakenews’”, comenta o fundador e diretor do festival, Amir Labaki. “Contra a confusão que desumaniza, nada melhor do que o olhar original sobre a realidade de um cineasta com sua câmera. É por meio deles que o É Tudo Verdade espelha o mundo.”

A festa começa dia 19 em noite de abertura no Rio de Janeiro, com a estreia mundial de Eu, Meu Pai e os Cariocas – 70 Anos de Música no Brasil. O filme revisita a história de Os Cariocas, um dos grupos mais importantes da música popular brasileira, pelo olhar de Lúcia Veríssimo, filha de um de seus principais expoentes, o maestro Severino Filho (1928-2016). Dia 20 abre em São Paulo, com a première latino-americana de Cidade de Fantasmas (foto acima), de Matthew Heineman.

“Há muitas celebrações na bela estreia na direção de Lúcia Veríssimo”, afirma Amir Labaki. “É um filme de amor: ao pai, à música brasileira, ao Rio de Janeiro, ao Brasil. Antecipamos nossa abertura para o Rio pelo privilégio de celebrar logo junto com ela”. Segundo Labaki, Cidade de Fantasmas encara a brutalidade do Exército Islâmico e homenageia aqueles que o combatem com as armas do jornalismo. “Nele vemos o que nunca gostaríamos de ter visto e o que esperamos ver e aplaudir todos os dias: a coragem cotidiana de jornalistas em busca do triunfo da informação.” Depois das sessões de abertura para convidados, ambos os filmes serão apresentados em projeções abertas ao público nas duas cidades que sediam o festival.

ESPECIAIS

Fogo na Floresta

Pela primeira vez, o festival apresenta uma Competição de Longas Latino-Americanos, com sete produções. As sessões especiais homenageiam os cineastas Alexandre O. Philippe, Andrea Tonacci, Bill Morrison, Jean Rouch, João Moreira Salles e Raed Andoni. Já a Retrospectiva Brasileira celebra obra de Sergio Muniz. Em memória do poeta, ensaísta e artista visual Ferreira Gullar (1930-2016), que marcou também o documentário brasileiro com seu texto, sua voz e seu corpo, o É Tudo Verdade apresenta a trilogia de filmes a ele dedicados pelo cineasta e amigo Zelito Viana: O Canto e a Fúria (1994), Ferreira Gullar: A Necessidade da Arte (2005) e A Arte Existe Porque a Vida Não Basta (2016, codireção de Gabriela Gastal).

A Retrospectiva Internacional destaca marcos da produção soviética. “A produção não-ficcional na extinta URSS é um  dos continentes submersos da história do documentário. No centenário das revoluções de 1917, a antitzarista de Fevereiro e a bolchevique de Outubro, nada mais oportuno do que propor um ciclo especial para pesquisá-la”, afirma Labaki. “Um desafio enfrentado pela curadoria foi o de selecionar obras fundamentais para além dos clássicos mais conhecidos, como A Queda da Dinastia Románov (1927) de Esfir Chub.”

Dia 27 de abril, há o lançamento mundial de Fogo na Floresta. Dirigido por Tadeu Jungle, o primeiro filme em Realidade Virtual (VR) produzido em uma aldeia indígena na Amazônia retrata o dia a dia dos índios Waurá e o seu drama para conter o fogo que ameaça as florestas e a vida no Xingu.

Confira a programação completa do Festival no site do É Tudo Verdade.

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