FESTIVAIS NOTÍCIAS

Festival de Brasília: estimulante salada de referências

As referências cinematográficas imperam em dois curtas-metragens – Guaxuma, de Nara Normande, e Plano Controle, de Juliana Antunes – e um longa – A Sombra do Pai (Imagem acima) de Gabriela Amaral Almeida – exibidos na Mostra Competitiva do Festival de Brasília.

Diretora celebrada pelo curta A Mão que Afaga e pelo longa Animal Cordial, Gabriela segue dialogando com o gênero terror (ainda que de forma menos explícita que nos trabalhos anteriores), a julgar pelas referências diretas aos filmes A Noite dos Mortos-Vivos (1968), de George A. Romero, e Cemitério Maldito (1989), de Mary Lambert.

Guaxuma

Contudo, a história de uma menina, Dalva (Nina Medeiros), obrigada a lidar com a ausência da mãe e com o luto severo do pai, Jorge (Julio Machado), é atravessada por outras influências, conforme assinalado pela diretora: o cinema de Alfred Hitchcock e Douglas Sirk e o filme O Espírito da Colmeia (1973), de Victor Erice.

Já Nara Normande, que assina Guaxuma, curta de animação autobiográfico centrado na relação da própria diretora com uma amiga no decorrer da infância, exaltou Agnès Varda como referência importante.

Plano Controle

E Juliana Antunes, elogiada por Baronesa, apresenta em Plano Controle uma ficção científica repleta de humor, marcada por uma salada de citações dos anos 1990 por meio de uma personagem teletransportada para lugares diferentes – e menos glamourosos – do que gostaria.

Durante o debate, Juliana louvou o cinema de Chantal Akerman e filmes como Pink Flamingos (1972), de John Waters, e Eles Vivem (1988), de John Carpenter.

 

Publicidade

Deixe o seu Comentário