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Festival Varilux: Sim, a França tem cinema catástrofe!

Duas surpresas na seleção do Festival Varilux 2018: A Noite Devorou o Mundo e O Último Suspiro são exemplares cheios de personalidade do cinema catástrofe. Bem, não há muitos efeitos especiais hollywoodianos, mas os dois filmes colocam Paris como palco de tramas apocalípticas originais.

A Noite Devorou o Mundo

Em A Noite Devorou o Mundo, Anders Danielsen Lie (do ótimo Oslo, 31 de Agosto) entrega outra atuação densa como o rapaz que acorda no apartamento em que a ex deu uma festa na noite anterior, e ali se depara com sinais de carnificina. Só então percebe que está sozinho e que mortos-vivos invadiram Paris. Sua insana jornada pela sobrevivência não deixa de ser uma sátira aos “indesejados”: imigrantes e terroristas. É uma obra intimista, que examina até onde vai a razão do ser humano em uma situação de extrema solidão. Surpreendente.

O Último Suspiro

Romain Duris e Olga Kurylenco são os pais desesperados de O Último Suspiro. A filha deles vive em uma espécie de bolha, que a impede de ter contato com o ar externo, que pode matá-la. E o que fazer com a jovem quando Paris é tomada por um nevoeiro misterioso e mortal? Os sobreviventes se refugiam nos últimos andares e nos telhados dos prédios da capital, onde a névoa não alcançou – ainda… A visão é aterradora. A metáfora com o temor daquilo que vem de fora também é muito clara.

Vale uma sessão dupla no Varilux. Programe-se!

 

 

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