ENTREVISTAS ESTREIAS

Alicia Vikander fala de sua Lara Croft em Tomb Raider: A Origem

Nascida no universo dos videogames, a personagem Lara Croft invadiu as telas de cinema em 2001. Para interpretar a versão feminina de Indiana Jones, a escolhida foi Angelina Jolie. A produção pode não ter sido uma unanimidade em seu lançamento, mas fez bastante barulho. Dirigido por Simon West (Con Air – A Rota da Fuga), Lara Croft: Tomb Raider aproveitou o carisma de Angelina e se tornou a maior bilheteria em adaptações de jogos eletrônicos na época.

O sucesso rendeu uma sequência dois anos depois, A Origem da Vida, sob a direção do holandês Jan De Bont (Velocidade Máxima). Mesmo com a presença de outro futuro astro, Gerard Butler (visto recentemente em Tempestade: Planeta em Fúria), o filme foi um retumbante fracasso. Quinze anos depois, a personagem aventureira ganha uma segunda chance. E para substituir Angelina, ninguém menos do que outra ganhadora do Oscar, a sueca Alicia Vikander – em alta depois de conquistar a estatueta de coadjuvante por A Garota Dinamarquesa. Fã do game original, Alicia levou a sério a preparação para viver a personagem, e queria estar realmente em forma para o papel.

Dirigido pelo norueguês Roar Uthaug (A Onda), Tomb Raider: A Origem segue a trama do reboot que a série de games ganhou em 2013. Seguindo a trilha de seu pai, o aventureiro e magnata Richard Croft (Dominic West, da série The Affair) – que desapareceu quando ela era criança –, Lara enfrenta uma organização secreta chamada Trindade. Em sua jornada, ela conta com a ajuda de Lu Ren (Daniel Wu), o capitão da embarcação que a leva até uma misteriosa ilha próxima do Japão, onde precisa encontrar uma tumba mítica. Depois de um naufrágio, depara-se com um velho rival de seu pai, Mathias Vogel (Walton Goggins, de Maze Runner: A Cura Mortal), que faz parte da Trindade e também está em busca do mesmo objetivo.

A ideia foi criar uma Lara Croft durona e, ao mesmo tempo, vulnerável e imperfeita. Você já participou de grandes produções antes, mas Tomb Raider: A Origem parece te elevar a um outro patamar. Embarcar em algo tão grandioso foi uma verdadeira aventura?

ALICIA VIKANDER – Minha mãe, que também é atriz, me apresentou ao mundo do teatro e do cinema. Amo produções independentes e de arte, mas, como a maioria das pessoas, também adoro uma boa aventura, como os filmes da série Indiana Jones. Então, com Tomb Raider: A Origem, eu tive a chance de trabalhar em algo que era completamente diferente do que tinha feito antes e que sempre sonhei em fazer: uma superprodução de ação. Além disso, tive a oportunidade de aprimorar meu lado físico. Tenho experiência em dança do passado, então quando soube que interpretar Lara envolveria três ou quatro meses para entrar em forma, achei que seria uma grande oportunidade para mudar minha aparência. E achei o treinamento bastante empoderador.

Como foi contracenar com Daniel Wu, que interpreta Lu Ren – o capitão do navio –, que se torna aliado de Lara em sua jornada para descobrir o mistério do desaparecimento do pai?

Acho que Daniel é um ator que se destaca e foi uma adição maravilhosa ao filme. Eu também fiquei impressionada com todo o trabalho de dublê que ele faz em sua série de TV, Into the Badlands. Foi inspirador quando me preparei para fazer minhas acrobacias em Tomb Raider. O Lu Ren de Daniel me faz lembrar de um jovem Han Solo, na forma como as coisas parecem cair no lugar para ele. Lu Ren é um tipo de herói franco e sem frescura.

Lara tem uma dinâmica muito diferente com Mathias, papel interpretado por Walton Goggins. Como funcionou essa relação?

Walton faz um Mathias moderno e longe de ser simplesmente uma encarnação do mal. Sua performance faz você realmente entender as motivações e sentimentos de Mathias sobre Lara e sua missão. Por mais que Mathias seja uma ameaça para Lara, eles estabelecem uma conexão inesperada, apesar de estar em lados opostos. Ambos têm dúvidas sobre o túmulo mítico da rainha Himiko, que os levou para essa ilha. Durante a exploração, ela começa a questionar se fez o que é certo e me pergunto se seu pai pode ter estado certo o tempo todo ao dizer que o túmulo foi amaldiçoado.

E como foi trabalhar com o diretor Roar Uthaug?

Foi maravilhoso trabalhar com Roar em Tomb Raider: A Origem porque ele soube equilibrar a trama e a personagem com as sequências grandiosas de ação. Para Roar, o importante sempre foi contar uma boa história dramática no contexto de uma superprodução. É o melhor dos dois mundos. Eu tinha visto seu filme, A Onda, que é cinema catástrofe. Tem o alcance e a escala que você esperaria desse tipo de produção, mas expande o gênero de maneiras que realmente me surpreenderam. Embora seja um grande filme de gênero, me conectei com os personagens. As relações e as emoções eram realmente autênticas.

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