ENTREVISTAS ESTREIAS

Exclusivo: Jude Law conta tudo sobre seu vilão em Rei Arthur

Charlie Hunnam esteve em São Paulo nesta semana para divulgar Rei Arthur: A Lenda da Espada, que estreia hoje, mas foi em Londres que PREVIEW esteve com o elenco e o diretor Guy Ritchie. A cobertura completa dos bastidores está na edição de Maio, já nas bancas e na Loja Virtual.

Mas, para dar um gostinho, veja a seguir a entrevista exclusiva com o astro Jude Law, que falou sobre seu primeiro grande vilão nas telas, o traiçoeiro rei Vortigern.

Então no final das contas você é um ótimo vilão. Como foi essa experiência?

JUDE LAW – Foi uma boa experiência. O que me intrigou nele foi o fato de ser um homem obcecado e intoxicado pelo poder. E em se manter no poder. Mas o custo disso é o pesar que ele carrega. Eu queria que ele transparecesse como uma pessoa solitária, podre, e com uma atmosfera de morte ao seu redor. A única pessoa que poderia dividir isso com ele era sua esposa, e o poder custou a vida dela. Mas, ao mesmo tempo, ele vê tudo como um jogo. Há toda uma simbologia no filme, com ele mexendo nas peças de um tabuleiro. É a maneira como ele vê o mundo. Os vilões não costumam se enxergar como vilões, não é?

Há uma tendência cada vez maior de humanizar os vilões, mostrar seu lado da história. O Vortigen é um vilão mesmo, com letras maiúsculas, mas também mergulhamos fundo na sua história. Foi algo que também te interessou?

Sim. Não me interesso por papéis bidimensionais. Tem de possuir camadas, texturas, para que valha o meu tempo. É a minha abordagem sempre. E acho que por isso há essa tendência de humanizar os vilões que você comentou. As pessoas também estão buscando isto. Elas não querem mais somente um vilão de risada maléfica, que fica torcendo seu bigode (risos).

Você conhece bem a história?

Acho que conhecia a lenda do Rei Arthur tanto quanto qualquer outra pessoa. Arthur, Merlin, Lancelot… O Vortigern é um rei daquela época. Não se sabe ao certo se era rei da Inglaterra ou do norte da Europa, mas sabemos que era um monstro matador-de-esposas, então se encaixava na fábula. Também sabia que a lenda não era totalmente baseada na realidade. Há muitas pontas soltas, e eles poderiam brincar com a história por conta destas pontas soltas.

É verdade que foi difícil te convencer de participar do filme?

É sim. Não tinha certeza de que havia o bastante no personagem. Eu fiz um monte de perguntas, queria saber mais e mais. Então eu fui resiliente por um bom tempo. Também queria ver como o Guy colocaria seu estilo no longa. No fim, o que me convenceu foi o elemento de magia no papel. No começo isso não estava muito desenvolvido, mas quando vi que seria levado mais a fundo, me interessei. Uma mistura do mundo real, sujo e detonado do Guy Ritchie com a grandiosidade da fantasia.

E há também muito humor…

Este é o toque do Guy. Porém não do meu personagem. Chegamos a pensar
na possibilidade, mas me parecia errado. Afinal, quem é o maior vilão do cinema? Darth Vader, sem sombra de dúvida. E você nunca o veria fazendo uma piadinha (risos), porque ele tem de ser impenetrável. No minuto que ele ficasse engraçado, ficaria brega. Este é o tom que queria para o Vortigern.

Infelizmente você não participa tanto da parte física do filme…

Infelizmente mesmo. Eu gosto da parte física, e até hoje não interpretei um papel que explorasse totalmente minhas habilidades nesse aspecto.

Talvez com a entrevista os diretores te procurem com um projeto assim!

(risos) Espero que sim! Estou fazendo boxe há quase oito anos, e nunca fiz algo assim em um filme. Um pouquinho nos Sherlock Holmes, mas só.

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