CRÍTICAS ESTREIAS

Os Incríveis 2: Família moderna

Nada menos que 14 anos separam o lançamento de Os Incríveis 2 do original, que foi um estrondoso sucesso em 2004. O filme arrecadou na época cerca de US$ 633 milhões nos cinemas mundiais, o que, em valores corrigidos, chegaria próximo de US$ 1 bilhão. A produção brincava com o universo dos super-heróis, que naqueles dias eram comandados pelo Homem-Aranha de Sam Raimi, e os X-Men de Bryan Singer.

A Pixar estava no auge e Os Incríveis consagrou o talento do diretor e roteirista Brad Bird, que depois faria Ratatouille e Missão: Impossível – Protocolo Fantasma. Além do cineasta, a continuação traz de volta o elenco de dubladores originais, com destaque para Craig T. Nelson (Senhor Incrível), Holly Hunter (Mulher Elástico), Samuel L. Jackson (Gelado) e o próprio Bird, que dubla a estilista Edna Moda.

A história acompanha novamente o dia a dia da família Pêra, que vive uma nova realidade. Com os super-heróis proibidos de atuar, o jeito é se acostumar com os afazeres domésticos. É aí que surge um milionário (Bob Odenkirk, da série Better Call Saul), que está disposto a promover a volta dos fantasiados.

Como os tempos são outros, sua atenção se volta apenas para a Mulher Elástico, enquanto o senhor Incrível  recebe a difícil missão de cuidar dos filhos. Com os recém-descobertos poderes do caçula Zezé, não demora muito para toda a patota se unir novamente para ajudar a mamãe.

Reencontrar velhos amigos pode ser uma boa opção para o veterano Brad Bird, que ainda se recupera do fracasso da superprodução Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível, de 2015. Mas pelo jeito a receita agradou. Os Incríveis 2 já ultrapassou a marca de US$500 milhões na bilheteria global e só não está no topo por causa de Jurassic World: Reino Ameaçado, que se aproxima dos US$800 milhões mundo afora.

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