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Festival de Gramado 2017: Longas latinos ainda não empolgaram

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O quarto dia do 45º Festival de Gramado não foi dos mais empolgantes na competitiva de longas. Na noite desta segunda-feira, 21, foram exibidos o chileno Los Niños e X500, uma coprodução Canadá/Colômbia e México. Confira um panorama sobre as produções.

Premiada ao focar suas lentes em um outro grupo, as senhorinhas no documentário La Once (2014) e ter sido premiada no Festival de Miami, a cineasta chilena Maite Alberdi repete a fórmula em Los Niños (2016). Aqui, conhecemos adultos com Síndrome de Down que convivem há décadas em uma escola. Lá, eles são incentivados a cultivar hábitos que possam, cada vez mais, aumentar sua independência.

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Cena de Los Niños (2016), de Maite Alberdi

Alberdi concentra-se mais no desempenho de cerca de quatro alunos, cada um com suas devidas limitações, envolvidos em rotinas, que vão de comemorações ou inspiradas declarações de amor, até tarefas que os aproximem mais do almejado cotidiano do cidadão comum. Ao deixar sem foco ou fora de enquadramento os professores e monitores, percebe-se a intenção de forçar um distanciamento para deixar fluir a “história” que ali se desenrola. Apesar de vários bons momentos, alguns de ternura e humor, o documentário deixa a sensação de que ficou inconcluso na questão dos propagados e estimulados sonhos. Salvo, se a intenção da cineasta era trabalhar a frustração.

Exibido no Festival de Roterdã, X500 é segundo filme do colombiano Juan Andrés Arango Garcia. O estranho nome refere-se ao ponto central entre as Américas, onde fica um povoado em Yucatán, no México. No roteiro, três jovens de lugares distintos e distantes buscam o seu lugar no mundo, fazendo o que consideram necessário para serem aceitos.

x500-2016-festival-de-gramado-2017Enquanto uma jovem filipina não consegue se enquadrar no modus vivendi desejado por sua avó, que a recebeu no Canadá, o mesmo parece acontecer com o mexicano David, que abandona a aldeia em que vivia para tentar a sorte na cidade grande, mas encontra sérios problemas de adaptação. Enquanto isso, um afrocolombiano decide tomar duras – e ilegais – medidas para a independência financeira e ainda tirar seu irmão mais novo do descaminho, na Colômbia. Embora seja contundente ao abordar – também – a questão da imigração, X500 padece de amarração em sua estrutura narrativa para ganhar mais vigor. Uma curiosidade – perturbadora – é a mistura de idiomas promovida por seus protagonistas.

PREVIEW viajou a convite da organização do Festival de Gramado 2017.

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