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Filme sobre missão à Lua abre Festival de Curitiba

De 8 a 16 de junho acontece a 5ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Os trabalhos se iniciam com a projeção do filme de ficção Operation Avalanche. Dirigido por Matt Johnson, o filme volta ao ano de 1967, no auge da Guerra Fria e durante a corrida espacial travada pela União Soviética e os Estados Unidos.

Com a suspeita de um espião russo infiltrado na NASA para sabotar o programa Apollo, jovens agentes da CIA, disfarçados de equipe de filmagem que irá documentar a jornada rumo à Lua, vão tentar descobrir quem pode ser o sabotador.

A maior parte da programação do festival é formada pela safra recente do cinema mundial, mas o Olhar de Cinema também tem em sua seleção títulos mais antigos na mostra Olhares Clássicos, com filmes indispensáveis aos cinéfilos.

A mostra paralela tem em sua seleção filmes de diversos países. Os Estados Unidos estão representados com os títulos Ninotchka (1939), de Ernst Lubitsch, com Greta Garbo na pele da camarada Nina Ivanovna, e Como Era Verde Meu Vale (1941), sobre uma família de mineiros no País de Gales e as consequências da industrialização na vida daquelas pessoas.

Cena do filme Amarcord (1973)

Cena do filme Amarcord (1973)

Da França chega Mouchette, a Virgem Possuída (1967), de Robert Bresson, e da Itália, Amarcord (1973), de Federico Fellini. Enquanto o primeiro fala de uma menina que tem uma vida difícil e que, depois de se perder na floresta, testemunha um assassinato; o segundo é um apanhado de memórias do diretor italiano durante o fascismo.

O armênio Sergei Parajanov, um dos grandes nomes do cinema soviético, está presente com o filme A Cor do Romã (1980), que recupera a história de vida do trovador Harutyun Sayatyan, ou Sayat Nova. O drama indiano Meghe Dhaka Tara (1960), de Ritwik Ghatak, também está entre os selecionados, e conta a história de Nita, que sacrifica sua vida por sua família.

A mostra Olhares Clássicos também reserva espaço para o cinema nacional, com o filme brasileiro Compasso de Espera (1969), único longa-metragem dirigido pelo diretor de teatro Antunes Filho. O longa fala sobre os preconceitos sociais e raciais que compõe a sociedade brasileira.

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