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#MeChamadeBruna estreia terceira temporada

O passado pode ser superado, pode ser deixado para trás, mas, não deixa de existir. Esse poderia ser o tema da nova temporada de #MeChamadeBruna, série inspirada na história de Raquel Pacheco (Maria Bopp), mais conhecida pelo nome profissional de Bruna Surfistinha. Um enigma para quem vê a prostituição como o caminho de quem não teve outra opção de sustento, Raquel é uma garota de classe média que escolheu ser prostituta.

Na terceira temporada, essa opção de vida é examinada mais a fundo, com vários flashbacks disparados por duas pessoas, a mãe de Raquel/Bruna, que pede um reencontro, e um jornalista que pede uma entrevista e se revela alguém do passado da garota. Agora uma prostituta de luxo, Raquel está onde sempre sonhou, morando num bairro de classe média alta, num apartamento invejável. Financeiramente, vive o sucesso profissional. Pessoalmente, o caminho é de confronto entre o presente e o passado.

“Chega um momento na nossa vida em que a gente começa a se definir, saber exatamente quem somos, e acho que a adolescência é um momento chave dessa história, a passagem para a vida adulta”, explica Roberto Berliner, diretor artístico geral da série durante a coletiva de lançamento da nova temporada.

“A Raquel da primeira temporada era sem expressão, menos efusiva”, afirma a atriz. A adolescente alvo de chacota dos colegas, no entanto, ainda existe e suas declarações de que não liga para a opinião dos pais quanto às suas escolhas de vida não são verdadeiras.

Esse conflito entre passado e presente e os efeitos da adolescência na vida adulta formam o centro do enredo dos novos episódios, que trazem também o núcleo do Cancún, boate onde Michelle (Wallace Ruy), uma trans mulher bissexual atua na outra ponta da prostituição, distante do luxo de Bruna. Instalado diante de uma igreja evangélica, o Cancún é o instrumento que a série vai usar para discutir tabu, convivência social e aceitação em seus múltiplos aspectos.

Logo no primeiro episódio, uma ocorrência simples dá o tom do que virá quando o lado Cancún da rua incomoda a vizinhança com o som alto. Seria interessante incluir um terceiro elemento, com um vizinho igualmente reclamando dos decibéis emitidos por uma cerimônia na igreja, mas parece que teremos ali um enfrentamento simples entre dois lados, quando a vida é muito mais complexa. Mas a série ganha ao ir além das cenas de sexo e da vida de uma prostituta de luxo.

ONDE VER: Fox Premium, Fox App

 

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