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Nova série nacional, Impuros aborda o narcotráfico nos anos 90

Zeca (Antonio Carlos), Evandro (Raphael Logam) e Afonso (João Vítor Silva) são três garotos de um morro carioca nos anos 90 com planos diferentes e o mesmo objetivo. Ganhar dinheiro e ter uma vida de abundância. Inspirado por Sílvio Santos, Evandro quer ser começar como camelô e se tornar empresário, abomina a ideia de ter um patrão, enquanto seu irmão gêmeo Zeca vê no serviço militar uma forma de começar a ganhar dinheiro e acertar as coisas com a namorada. Aprovado no vestibular, Afonso quer ser economista.

A reviravolta no destino dos três envolve a falta de oportunidades e o universo em que vivem, mas não deixa de lado as decisões de cada um. Envolvido com o tráfico de drogas, Zeca acaba morto. A tragédia familiar desvia a rota de Evandro, que ao longo da série vai se transformar em um grande traficante, com Afonso seguindo a reboque.

Raphael Logam como Evandro

Mas se a gênese de Evandro do Dendê está na morte do irmão, o berço da série está no Plano Collor. Autor de “Oeste – A Guerra do Jogo do Bicho”, além de “Quando os Demônios Vão ao Confessionário” e “Canibal de Copacabana”, o ex-policial federal Alexandre Fraga viveu os efeitos de mais uma tentativa de colocar a economia brasileira nos trilhos, em especial o bloqueio dos saldos bancários, retidos pelo governo. A ideia nasceu daí, mostrando o que realmente importa no tráfico, o lado financeiro, somada a outro elemento histórico, a chegada dos fuzis aos morros do Rio, hoje dominados por armas de grosso calibre. Um retrato que décadas depois infelizmente continua acurado.

Na oposição a Evandro, o policial Victor Morello (Rui Ricardo Diaz) é um homem imperfeito, mas nas palavras do criador da série “determinado”, qualidade que o manterá longe da corrupção, o que nosso país já é algo a ser comemorado. E deve dar à história uma saída do estereótipo do criminoso levado pelas circunstâncias sociais versus policial corrupto e violento, figuras certamente da vida real, mas que não correspondem à totalidade dos envolvidos com o crime e a lei. Há ainda espaço para personagens coadjuvantes com boas histórias e interpretações, como a DJ Geisy (Lorena Comparato) e Arlete (Cyria Coentro), a sofrida mãe dos gêmeos que, sem querer, faz o pedido que dá início à trama.

Impuros tem coprodução da Barry Company, direção de Tomás Portella e René Sampaio, roteiro de Gabriel Maria, Gabriela Giffoni, Gustavo Moura Bragança e Rafael Spínola e texto final de Tomás Portella.

Rui Ricardo como Morello

 

Fox Premium 2

19/10, 22h

 

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