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Faltam mulheres na direção de filmes, aponta o DGA

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Sindicato dos diretores americanos, o DGA (Directors Guild of America) acaba de divulgar um relatório indicando a participação mínima das mulheres no cinema, na posição de diretora, como Jane Campion (acima). O fato pode não ser novidade para as feministas de plantão, mas os dados, certamente, servirão de combustível para o debate sobre o tema. Dos 376 filmes lançados em 2013 e 2014, apenas 6,4% foram dirigidos por mulheres e cerca de 12,5% por minorias.
mulheres-no-cinema-dga-estudoPara o diretor de TV Paris Barclay (Filhos da AnarquiaSon of Anarchy), a desproporção é absurda e um problema de difícil solução. “O que se vê é o que acontece quando a indústria – estúdios e produtoras – pouco fazem para encarar a questão”, disse o executivo, primeiro afro-americano presidente do DGA, sempre atento sobre a importância da diversidade.

Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror), primeira mulher a ganhar um Oscar de direção

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O estudo mostrou ainda que do total de 86 diretores envolvidos em 69 filmes com faturamento entre US$ 250 mil e US$ 10 milhões, apenas 11,6% eram mulheres. Nas bilheterias acima dos US$ 10 milhões, dos 222 diretores envolvidos em 212 títulos, apenas 3,1% era do sexo feminino. Em relação as minorias, os números cresciam um pouco. Dos 86 cineastas com filmes que faturaram entre US$ 250 mil e US$ 10 mihões, 11,6% eram minoria, e dos 222 profissionais envolvidos em produções que bateram os US$ 10 milhões, mas 14,4% pertenciam ao grupo.

jogos-vorazes-a-esperanca-o-final-jennifer-lawrence-hunger-gamesUm recorte curioso revelou que o estúdio que mais emprega diretoras mulheres (9%) é o Lionsgate, enquanto nomes fortes como Disney e Warner sequer trabalham com elas. Na questão das minorias, o número sobe ainda mais, pulando para 32%. É ponto para a casa de Jogos Vorazes, não por acaso, protagonizado por um personagem feminino, vivido por Jennifer Lawrence. A esperança de Barclay e seu parceiros do DGA é que esse levantamento jogue um holofote sobre a questão.

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Cena de Que Horas Ela Volta?, candidato a uma vaga nos Oscar 2016, dirigido por Anna Muylaerte.

No Brasil, seja nos festivais ou em uma feliz coincidência de estreias no segundo semestre, a presença de cineastas mulheres foi considerável, mas ainda minoritária. Abaixo, listamos 30 profissionais presentes nas salas escuras em 2015, mas se VOCÊ lembrar de alguém mais, avisa! 😉

Lúcia Murat (Em Três Atos / A Nação Que Não Esperou Por Deus);
Anna Muylaerte (Que Horas Ela Volta?);
Marina Person (Califórnia);
Sandra Werneck (O Pequeno Dicionário Amoroso 2);
Maria Augusta Ramos (Futuro Junho);
Helena Ignez (Ralé);
Cintia Domit Bittar (O Segredo da Família Urso);
Cris D’Amato (Linda de Morrer);
Sandra Kogut (Campo Grande);
Anita Rocha da Silveira (Mate-me Por Favor);
Joana Mariani (Marias);
Petra Costa (Olmo e a Gaivota);
Lô Politi (Jonas);
Adriana Dutra (Quanto Tempo o Tempo Tem);
Ana Rieper (5X Chico – O Velho e Sua Gente);
Cláudia Jovin (Um Homem Só);
Iara Lee (K2 e os Lacaios Invisíveis);
Larissa Figueiredo (O Touro);
Paola Prestes (Massao Ohno – Poesia Presente);
Andrea Nero (Marrocos);
Anna Azevedo (Projeto Beirute);
Marja Calafange (Tarãntula);
Clara Peltier (Pele de Pássaro);
Daniela Thomas (Ligia Clark em Nova York);
Karen Akerman (Outubro Acabou);
Juliana de Carvalho (São Sebastião do Rio de Janeiro, a Formação de uma Cidade);
Maria Clara Costa (Streetkids United II, As meninas do Rio);
Rosana Urbes (Guida);
Tetê Mattos (Fantasias de Papel);
Susanna Lira (Levante!);
Nathália Tereza (A Outra Margem).

Fonte: Variety

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