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Sense8: O capítulo final

Fãs de séries estão acostumados com a frustração. Personagens não agem como deveriam, e nessa nova era da TV, morrem, mesmo sendo protagonistas. E assim, a Júpiter 2, a original, com William Harris como Dr. Smith, e não a refilmagem da Netflix, nunca chegou a Alfa Centauri, Tony e Doug nunca voltaram do Túnel do Tempo, a tripulação do Spindrift nunca voltou da Terra de Gigantes.

Excepcionalmente, alguma série conclui sua jornada, graças a um momento histórico da TV. Em 1967, O Fugitivo deu aos seus milhões de seguidores muito pré-era das redes sociais a conclusão da busca de quatro anos pelo verdadeiro assassino da esposa do Dr. Kimble (David Janssen). E à rede ABC a maior audiência de um programa em toda a história da TV americana, recorde que duraria até a descoberta de quem atirou em J.R. em Dallas graças à decisão do vice-presidente de programação Leonard Goldberg de atender aos fãs e não ao comando da ABC, que queria manter Kimble fugindo para garantir a revenda da série para emissoras afiliadas. Devemos à vitória de Kimble na audiência sobre a presença dos Beatles no The Ed Sullivan Show que desde então algumas séries tenham tido um final. Incluindo Lost.

Chegamos, então à Sense8, a série-evento criada por J. Michael Straczynski, Lana Wachowski e Lilly Wachowski sobre pessoas psiquicamente conectadas em todo o mundo, festejada pela diversidade de seu elenco e cara pela natureza de sua história. Difícil de definir e que dificilmente teria saído do papel em outro lugar que não a Netflix. O cancelamento da série, no entanto, mostrou que a audiência não era tão estelar quanto a lista de locações, mas com seguidores, eles novamente, em número suficiente para justificar um final.

Até ali, a série havia deixado os personagens em meio à crise, com um dos membros do cluster nas mãos do inimigo e os demais em fuga. Para amarrar todas as pontas, a Netflix deu à série mais de duas horas de um longa escancaradamente produzido para os fãs. Escrito por Lana Wachowski, que dirige o episódio, David Mitchell e Aleksandar Hemon, o final acompanha Tina Desai, Miguel Angel Silvestre, Jamie Clayton, Tuppence Middleton, Doona Bae, Toby Onwumere, Brian J. Smith e Max Riemelt em sua última atuação na série por sequências de drama, muita ação e o que realmente atraiu os seguidores de Sense8, a conexão entre os personagens independente da história e origem de cada um.

Não faltam momentos de pura alegria para quem acompanhou a série, e até para quem esteve fora, com apoio surgindo de lugares inesperados ou não, reviravoltas, movimentadas cenas de luta e mais de um momento em que parece que chegamos ao final, só para seguir adiante. Uma experiência reconfortante que, por mais triste que pareça aos fãs que convenceram que o final era necessário, é melhor que termine por aqui em lugar de especiais e retornos sem sentido.

Agradecimentos a O Fugitivo.

 

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